Finanças

Petróleo fecha em alta, corrigindo parte das perdas, com esperança por pacote

Os contratos futuros de petróleo venceram o dólar forte e fecharam em alta nesta quinta-feira, 22, em processo de correção após robustas perdas da véspera. A renovada esperança por uma nova rodada de estímulos fiscais nos Estados Unidos ajudou a impulsionar as cotações, também favorecidas por especulações sobre possível continuidade dos cortes na produção global da commodity.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do WTI com entrega prevista para dezembro subiu 1,52%, a US$ 40,64. Na Intercontinental Exchange (ICE), o contrato do Brent para o mesmo mês avançou 1,75%, a US$ 42,46 o barril.

O foco dos mercados financeiros segue voltado a Washington, onde governo e oposição negociam uma nova legislação de alívio econômico. A presidente da Câmara dos Representantes americana, Nancy Pelosi, manteve hoje tom otimista de que um acordo pode ser aprovado antes da eleição, apesar da resistência de parte da bancada republicana, preocupada com o avanço do déficit orçamentário.

Após as declarações da deputada, investidores foram em busca de ativos com mais risco envolvido, como ações e petróleo. No caso da commodity, há o suporte da expectativa para que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, junto com aliados (Opep+), mantenha cortes na produção para além deste ano, em um esforço para garantir o equilíbrio entre oferta e demanda.



Conforme noticiou a Bloomberg, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que o país não descarta adiar os aumentos na oferta de petróleo programados pelo grupo. “Não descartamos a possibilidade de manter as atuais restrições à produção, ou de não retirá-las tão cedo quanto planejamos anteriormente”, declarou.

Chefe de pesquisa econômica do Julius Baer, Norbert Rücker reconhece que, no curto prazo, as perspectivas para o setor são desafiadoras, diante da segunda onda de casos de coronavírus na Europa. No entanto, ele acredita que, em um horizonte mais longo, a tendência é de que a recuperação do consume ganhe força. “Achamos que, chegando ao ano que vem, o processo de normalização deve conquistar mais velocidade”, ressalta, em relatório a clientes.

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