Finanças

Petróleo cai com foco em sinais de oferta e demanda e após estoques dos EUA

O petróleo fechou em queda nesta quarta-feira, 17, após oscilar durante o pregão. Houve recuperação no início do dia, revertendo fortes perdas da sessão anterior, mas os contratos passaram a oscilar e a cair, depois do relatório semanal de estoques dos Estados Unidos. Mais para o fim do pregão, houve recuo maior, em meio a relatos sobre o esforço diplomático de um senador americano para se aproximar do Irã, enquanto investidores também monitoraram novas projeções, mais modestas, para o preço do barril.

O petróleo WTI para agosto fechou em queda de 1,46%, a US$ 56,78 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para setembro caiu 1,07%, a US$ 63,66 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

Depois de uma recuperação parcial no início da manhã, o petróleo perdeu força com os números de estoques americanos. O Departamento de Energia (DoE) informou que os estoques de petróleo bruto dos EUA recuaram 3,116 milhões de barris na semana encerrada no dia 13, ante previsão de recuo de 3,6 milhões de barris dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. Já os estoques de gasolina cresceram 3,565 milhões, ante expectativa de queda de 2,4 milhões, e os de destilados avançaram 5,686 milhões de barris, ante projeção de aumento de 400 mil. A produção média diária recuou de 12,3 milhões de barris a 12,0 milhões.

Depois dos números do DoE, o petróleo reduziu os ganhos, oscilou e depois passou ao território negativo, mesmo em dia de enfraquecimento do dólar.

Entre as notícias do setor, o JPMorgan reduziu de US$ 65 para US$ 59 sua projeção para o preço do barril do Brent no final deste ano, e de US$ 59 para US$ 52 no final de 2020. O banco apontou em relatório que a perspectiva de demanda mais fraca tem pressionado os preços.

Além disso, a imprensa americana informou que o senador republicano Rand Paul se ofereceu ao presidente Donald Trump para se reunir com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, para amenizar as tensões bilaterais. Trump aceitou a ideia, segundo fontes citadas pelo site Politico.

Tópicos

petróleo