Dinheiro em Ação

Petrobras venderá ativos no Uruguai

Petrobras venderá ativos no Uruguai

Papéis avulsos

A Petrobras informou, via comunicado ao mercado divulgado na última terça-feira 12, que iniciou a etapa de divulgação da oportunidade (teaser), referente à venda de seus negócios de distribuição de combustíveis, lubrificantes e fertilizantes no Uruguai. A Petrobras tem o objetivo de vender 100% das ações detidas pela Petrobras Uruguay Sociedad Anónima de Inversiones (PUSAI), subsidiária da Petrobras, na Petrobras Uruguay Distribuición S.A. (PUDSA), empresa que atua no segmento de distribuição no país. No Uruguai a Petrobras atua, por meio da PUDSA, na distribuição de combustíveis e lubrificantes. Segundo relatório da XP Investimentos, ainda que a iniciativa seja pouco significativa dentro de estimativas de R$77 bilhões a R$91 bilhões para o plano de venda de ativos da Petrobras, há uma visão positiva do anúncio por reforçar o compromisso com a agenda de desinvestimentos de ativos. “Mantemos a recomendação de compra das ações com preço alvo de R$ 36 por ação”, relatou a XP.

 

Alimentos

Prejuízo da Minerva cai 37%

A Minerva apresentou uma redução de 37% de seu prejuízo líquido no terceiro trimestre de 2019. O prejuízo caiu para R$ 82,7 milhões ante perdas de R$ 132 milhões no mesmo período do ano passado. A dívida líquida no fim de setembro era de R$ 6,1 bilhões e a alavancagem financeira, medida através do múltiplo dívida líquida/EBITDA dos últimos 12 meses, permaneceu estável em 3,8 vezes. Em relatório, a casa de análise independente Levante considerou que o resultado da Minerva foi bom. “Este foi o sétimo trimestre consecutivo com geração positiva de caixa livre, que atingiu R$ 509,9 milhões no período, totalizando R$ 1,1 bilhão nos últimos 12 meses, novo recorde histórico.”

 

Varejo

Marisa fará oferta pública de ações

As Lojas Marisa contratou um sindicato de bancos para a realizar uma assessoria financeira com potencial de realizar uma operações para captar recursos, inclusive por meio de oferta pública de ações (follow-on). Segundo relatório da Guide Investimentos, a varejista ainda não definiu ou aprovou qualquer operação nesse sentido. “No curto prazo, uma oferta de ações deve provocar pressão negativa sobre os ativos, com uma possível diluição de participação dos minoritários. Contudo, para o médio prazo, avaliamos o movimento como positivo, no sentido de reduzir o endividamento da companhia”.

 

Moda

Receita da C&A cresce 2,6%

A receita líquida da C&A cresceu 2,6% no terceiro trimestre de 2019, ante o mesmo período de 2018. Segundo avaliação da Terra Investimentos, houve aumento do ticket médio e crescimento do comércio eletrônico. “Mas por outro lado foi penalizada pela venda de produtos eletrônicos, que veio abaixo do ano anterior em função do fim dos benefícios da Lei do Bem. O EBITDA ficou 3,8% menor que o terceiro trimestre do ano passado, com margem mais pressionada. O lucro líquido ficou 40,5% menor na mesma base de comparação”, disse a Terra, em relatório.

 

Touro x Urso

O presidente do Federal Reserve (Fed) Jerome Powell em depoimento no Congresso, disse que o FED está monitorando os efeitos das decisões de queda dos juros para avaliar os efeitos que só podem ser vistos no tempo. Disse que os EUA crescem moderadamente e que o orçamento americano tem trajetória insustentável e com dívidas em crescimento. Na avaliação do economista-chefe da Modalmais, Alvaro Bandeira, Powell reforçou que a política fiscal é ponto-chave na reação contracíclica da economia.

 

Destaque no pregão

Copel supera expectativas

A Copel divulgou lucro líquido R$ 571,7 milhões no terceiro trimestre de 2019, superando com folga o consenso do mercado de R$ 308 milhões. O lucro antes de impostos, taxas, depreciações e amortizações (EBITDA) ajustado foi de R$ 938,3 milhões, 18,1% acima do consenso de R$ 794,3 milhões. A empresa registrou menores despesas gerenciáveis, àquelas sobre as quais a Copel tem capacidade de manter sob controle, como pessoal, materiais e serviços, de R$ 578,1 milhões, em comparação à estimativa de R$ 624,6 milhões (-7,4%) e apenas 2% acima dos níveis do mesmo período do ano anterior. O crescimento destes custos veio abaixo da inflação acumulada de 2,89% em setembro de 2019. Segundo a XP Investimentos, o lucro líquido refletiu o maior EBITDA ajustado e os ganhos não-recorrentes, dado que as despesas financeiras líquidas de R$ 134,3 milhões vieram em linha com a estimativa de R$ 127,7 milhões.

Palavra do analista:
“Continuamos a ter uma visão otimista com as ações da Copel devido ao compromisso contínuo com eficiências de custos, ilustrado no anúncio do Programa de Demissão Incentivada (PDI), redução do endividamento mais acelerada após a conclusão dos investimentos em geração e a iminente venda da Copel Telecom”, diz a XP, em relatório.

 

 

Mercado em números

BITCOIN
30% – Foi a valorização do Bitcoin em 25 de outubro, novo recorde no prazo de 24 horas. No começo daquele dia, o Bitcoin era negociado nas principais corretoras do mundo na casa dos US$ 7.500 e menos de 12 horas depois, sua cotação estava em
US$ 9.600, detalhou a Bitcoin Trade.

CDB
43,1% – É o novo percentual de buscas por CDBs no APP Renda Fixa em setembro, antes, no início do ano, essa procura por certificado de depósito bancário (CDBs) era de 51,42%.

GOOWITT
R$ 1,4 milhão – É o valor investido pela plataforma GOOWITT para o desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial e people analytics e parcerias com LinkedIn e Udemy.

BTX DIGITAL
24 – É o prazo em horas (um dia), que a empresa de tecnologia BTX Digital promete entregar uma plataforma de banco digital aos clientes. A plataforma possui em torno de 15 mil variáveis, podendo ser customizada e personalizada a critério de cada marca.

 

Número da semana

73,9%

É o percentual da desigualdade de renda entre brancos e pretos ou pardos no Brasil, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado na última quarta-feira 13. De acordo com os dados, o rendimento médio das pessoas brancas é R$ 2.796 por mês, enquanto os pretos ou pardos recebiam R$ 1.608 mensais. Os pretos ou pardos receberam menos do que os trabalhadores de cor branca tanto nas ocupações formais, como nas informais. Enquanto o rendimento médio dos ocupados brancos atingiu R$ 17 por hora, o dos pretos ou pardos foi de R$ 10,1 por hora. Os ocupados pretos ou pardos receberam rendimentos por hora trabalhada inferiores aos dos brancos, independentemente do nível de instrução. Os brancos com nível superior completo ganhavam por hora 45% a mais do que os pretos ou pardos com o mesmo nível de instrução. Vale mencionar que em 2018, no Brasil, os pretos ou pardos passaram a ser 50,3% dos estudantes de ensino superior da rede pública, porém, como formavam a maioria da população (55,8%), permaneceram sub-representados.

 

 

Entenda o risco

Medo de recessão afeta ações globais e BDRS?

Bancos centrais buscam pouso suave da economia

Desde junho de 2009, a economia norte-americana não para de crescer e de puxar os índices acionários de Nova York e de outros mercados internacionais para cima. E nesse período de mais de dez anos, a China também colaborou para a expansão da economia mundial, contribuindo para a valorização de ações globais. Mas, como recomendam os analistas, vale alertar que, em algum momento, os preços de BDRs (recibos de papéis estrangeiros listados no Brasil) devem se ajustar a uma nova realidade, a de um desaquecimento da economia, ou pior, de uma recessão global. Na visão do economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, os bancos centrais pelo mundo estão buscando um pouso suave da economia. “Existe uma preocupação de chegar uma recessão, sim.

Mas os instrumentos de política monetária se modernizaram desde a crise de 2008 e devem ser utilizados como prevenção. Não estou otimista, mas cauteloso com o cenário externo, a incerteza continua”, afirmou. Já para José Roberto Mendonça de Barros, economista da MB Associados, o crescimento global está desacelerando e os riscos estão subindo, enquanto os otimistas dizem que não haverá inflação e que o FED (o BC dos EUA) vai abaixar mais os juros. “O maior de todos os problemas é a agressiva e instável política do presidente americano Donald Trump. Os pessimistas dizem que a guerra comercial entre China e EUA está causando danos relevantes. Estou entre os pessimistas.”, disse Barros, após participar do 14° SIAC, realizado em São Paulo, na terça-feira 12.