Dinheiro em Ação

Petrobras vai investir US$ 105 bilhões até 2024

Petrobras vai investir US$ 105 bilhões até 2024

Papéis avulsos

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou na terça-feira 11, durante audiência na Câmara dos Deputados, que a empresa pretende investir US$ 105 bilhões até 2024. Do montante, a maior parte, cerca de 85%, ou US$ 90 bilhões, serão em petróleo e gás. O executivo afirmou também que é preciso que a petroleira se desfaça de suas refinarias para focar a atenção em áreas mais importantes para o negócio. “O melhor da Petrobras é a exploração de petróleo em águas profundas e ultrapofundas. A Petrobras possui capital humano altamente qualificado, possuímos os melhores engenheiros e tecnologia”, afirmou Castello Branco. “O mesmo não acontece em campos maduros de petróleo, em terra e em águas rasas”. Ele refutou a hipótese de desmonte da empresa com as vendas, que qualificou como “gestão de portfólio”. O executivo defendeu ainda a concorrência no setor de refino no Brasil, em que a Petrobras detém 98% da capacidade produtiva. “Eu não gosto de solidão nos mercados, eu gosto de companhia. Com mais competição, vamos ter mais valor e preços mais baixos”, disse.

 

Saúde

Justiça decreta falência da BR Pharma

A Justiça decretou na segunda-feira 10 a falência da BR Pharma, das redes Farmais e Big Ben. Na quinta-feira 6 a administração da companhia havia aprovado o ajuizamento de requerimento de falência. Uma assembleia será convocada para tratar do tema com os acionistas. Desde novembro de 2018, quando teve seu pedido de recuperação judicial homologado, a companhia vinha atuando para implementar as medidas previstas, que incluíam a alienação de ativos, dentre os quais a rede Farmais. “Esse processo foi severamente afetado por diversos fatores que acabaram por comprometer o prosseguimento da recuperação judicial e tornaram ineficazes as medidas visando à solução da persistente crise econômico-financeira da companhia”, diz o fato relevante. As ações da BR Pharma recuam 58,8% no ano.

 

Siderurgia

CSN negocia nova fábrica de R$ 1,5 bilhão em SP

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) avançou nas discussões junto ao Governo do Estado de São Paulo para viabilizar a construção de uma nova unidade de galvanização de aço. Os investimentos estimados são de R$ 1,5 bilhão. A galvanização protege o aço contra corrosões por meio da aplicação de zinco. “A realização desses investimentos está sujeita às aprovações societárias pertinentes, bem como a condições adequadas de financiamento”, diz a CSN em nota, informando ainda que a nova fábrica não compromete o plano de redução do endividamento. As ações da CSN sobem 116,2% no ano.

 

Governança

Banco Inter vai para o nível 2 da bolsa

O Banco Inter vai implementar um plano de melhoria de governança e liquidez, que inclui a migração para o nível 2 de governança corporativa da B3 e um programa de emissão de ações para a formação de units. “A partir da evolução das etapas acima, o Banco Inter irá avaliar formas de incrementar sua estrutura de capital, seja por meio de admissão de investidor estratégico em seu capital social ou de uma oferta pública primária subsequente de ações”, diz o banco, que vê suas ações subirem 61,4% no acumulado do ano.

 

Touro x Urso

Os investidores se entusiasmaram com a decisão do STF que liberou a venda de subsidiárias de estatais sem a aprovação do Congresso. As negociações dos EUA com a China também contribuíram para o bom humor do mercado, que não se abalou com as notícias sobre a troca de mensagens entre o agora ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol.

 

Destaque no pregão

Hapvida compra grupo América de Goiás

A administradora de hospitais e clínicas Hapvida, em fato relevante divulgado no domingo 9, informou a aquisição, por R$ 426 milhões, do Grupo América, com forte atuação em Goiás. Trata-se da sexta aquisição da rede desde que passou a ter ações negociadas na bolsa em abril de 2018. Fundado em 1982, o Grupo América tem uma carteira de planos de saúde com cerca de 190 mil vidas. A receita líquida em 2018 foi de aproximadamente R$ 320 milhões. “A aquisição trará sinergias operacionais relevantes, além de expandir geograficamente o perfil de atuação”, diz a Hapvida. Na quinta-feira 6 a empresa havia anunciado a compra de um hospital clinico especializado em fraturas em Juazeiro do Norte, no Ceará, por R$ 16,5 milhões. No ano as ações da Hapvida sobem 20,7%.

Palavra do analista:
Com as aquisições, a Hapvida chegou a 3,4 milhões de vidas sob sua cobertura, ultrapassando o Bradesco Saúde, afirmam os analistas da Guide. A Amil continua na liderança com 3,5 milhões de vidas. “Gostamos do case e sustentamos nossa recomendação de compra em função do forte crescimento dos lucros nos últimos anos e da rede própria estrategicamente localizada”.

 

 

Mercado em números

ECORODOVIAS
R$ 1,1 bilhão – Será o montante a ser captado pela empresa por meio de 1,1 milhão de debêntures com vencimento em junho de 2020. Os recursos serão destinados para pagamentos de dívidas, aportes em controladas e reforço de caixa.

BANCO PAN
R$ 86,71 milhões – Será o valor bruto do pagamento de Juros Sobre Capital Próprio relativos ao ano passado, equivalente a R$ 0,075 por ação ordinária e preferencial, com base na posição acionária de 27 de maio de 2019.

EZTEC
R$ 65,9 milhões – É o Valor Geral de Vendas (VGV) de um empreendimento lançado em Perdizes, na zona Oeste de São Paulo, com 102 unidades com áreas de 60 a 67 metros quadrados.

TENDA
R$ 11,81 milhões – É o quanto a construtora vai pagar em dividendos aos seus acionistas, referente ao primeiro trimestre de 2019, equivalente a R$ 0,122 por ação, consideradas as 96,3 milhões de ações em circulação no mercado

RANDON
US$ 2 milhões – É o montante que a empresa de implementos rodoviários vai investir para iniciar a operação de uma subsidiária no México para atuar no ramo de autopeças

 

Número da semana

2,35%

Foi a variação dos preços dos produtos e serviços específicos para o Dia dos Namorados entre os meses de junho de 2018 e maio de 2019, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE/FGV). Essa cesta de produtos inclui itens como ingressos para peças de teatro, cinemas e shows musicais, visitas a restaurantes e bares, pernoites em hotéis e motéis, perfumes, sapatos e bijuterias. Os preços variaram pouco mais da metade dos 5,06% de inflação registrada pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10). Segundo a FGV, os programas mais em conta são teatros, cujos preços caíram 14,9%. Já os ingressos para cinema subiram 6,8% acima da inflação geral. Abaixo da inflação, mas acima da média do setor, ficaram os jantares em restaurantes (alta de 3,3%) e pernoite em um hotel ou motel (3%).

 

 

Entrevista da semana

“O investidor está abrindo mão da liquidez para obter um retorno melhor”

Vanessa Scheller, sócia do escritório de agentes autônomos Faros Investimentos

Comandado por Vanessa Scheller desde 2015, o escritório de agentes autônomos Faros Investimentos foi o primeiro a captar R$ 1 bilhão em ativos sob administração. Atualmente são R$ 6,7 bilhões e a meta é chegar a R$ 15 bilhões até o fim de 2020. Para Scheller, a estratégia dos investidores está mudando com a queda dos juros

Como os investidores estão alocando seus recursos na renda fixa neste momento de taxas de juros baixas e prêmios elevados nos títulos do Tesouro IPCA?
O prêmio nesses títulos tende a ficar menos interessante diante do atual cenário de estabilidade econômica e juros mais baixos. Tais características estimulam o investidor a diversificar sua carteira, abrindo mão de liquidez para conseguir retornos maiores. Isso é realizado dando-se preferência a títulos de crédito privado, que pagam prêmios mais elevados.

Como podemos notar esse movimento dos investidores?
Pela forte demanda nas emissões privadas que estão acontecendo, permitindo às empresas pagar taxas mais baixas para captar os recursos.

Quais são os títulos preferidos?
Os investidores querem aproveitar a isenção de imposto de renda nas emissões privadas de títulos imobiliários e agrícolas, como os CRI e os CRA, além das debêntures incentivadas, que também são isentas de imposto. Outra alternativa para o investidor são os fundos de debêntures incentivadas, que permitem ao investidor diversificar a carteira e não abrir tanto mão da liquidez.

Os fundos imobiliários estão mais ou menos populares do que no início deste ano?
Os fundos imobiliários voltaram a se tornar atrativos. Nesse último trimestre, pudemos observar diversas emissões colocadas com uma alta demanda pelos investidores.