Dinheiro em Ação

Petrobras investirá US$ 35 bilhões no pré-sal

Petrobras investirá US$ 35 bilhões no pré-sal

Papéis avulsos

Dez anos depois do início da operação do pré-sal, a Petrobras anunciou, na segunda-feira 3, que vai investir US$ 35 bilhões até 2022 na instalação de mais 13 plataformas. Hoje, a estatal conta com 21 plataformas explorando essas jazidas. Nos últimos dez anos, a produção de petróleo nessa região foi de dois bilhões de barris de óleo equivalente, que inclui petróleo e gás natural. Pelas contas da estatal, o óleo extraído trouxe R$ 40 bilhões aos cofres do Tesouro, seja sob a forma de receitas com a venda de petróleo, seja como impostos e royalties. A meta do novo plano de investimentos, que vai abranger o período 2018-2022, é gerar mais R$ 130 bilhões para o governo. Em julho, dado mais recente disponível, a produção da estatal foi de em 2,6 milhões de barris de óleo equivalente, dos quais 1,5 milhão oriundos do pré-sal. No total, a produção da empresa presidida por Ivan Monteiro recuou 0,8% em relação a junho, devido à cessão de 25% do campo de Roncador, na Bacia de Campos, para a petroleira estatal norueguesa Statoil, que entrou em vigor no dia 14 de julho.

 

Agronegócio

Marfrig sob novo comando

A Marfrig anunciou na semana passada que Eduardo Miron, atual vice-presidente de finanças e relações com investidores, será o novo presidente do frigorífico. Ele substitui Martín Secco, que ocupava a cadeira desde 2015. Miron liderou as duas últimas operações estratégicas da empresa, a venda da fabricante de produtos de frango Keystone e a compra do controle acionário da americana National Beef. De acordo com a Marfrig, a troca tem como objetivo tornar a gestão mais simples, com uma estratégia concentrada em carne bovina e operações baseadas em uma plataforma global de produção e de distribuição. Marco Antonio Spada, diretor de tesouraria, sucederá Miron. As ações caem 22,5% no ano.

 

Telecomunicação

Oi quer vender ações nos EUA

A Oi protocolou na Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado financeiro dos Estados Unidos, o pedido para vender até US$ 971 milhões em ações ordinárias. O aumento de capital estava previsto no seu plano de recuperação judicial. A companhia não informou, no entanto, o número de ações ordinárias a serem ofertadas, o preço de emissão, nem quantos papéis cada acionista poderá subscrever. As cotações caem 30,4% no ano.

 

Touro x Urso

As incertezas em relação à cena eleitoral predominam na primeira semana de setembro e o Índice Bovespa recuou 2,1% até a quarta-feira 5. Os investidores ficaram à espera da nova pesquisa do Ibope, que foi divulgada no dia 5, após o fechamento do mercado. As intenções de voto em Geraldo Alckmin, que é visto pelo mercado como o candidato com maior chance de implementar reformas, subiram de 7% para 9%.

 

Destaque no pregão

Energisa avança com concessões

O grupo Energisa, que atua na distribuição de energia e tem cerca de seis milhões de clientes no País, adquiriu duas distribuidoras da Eletrobras na última semana de agosto. A empresa comprou a Ceron e a Eletroacre, que atuam, respectivamente, nos Estados de Rondônia e do Acre, pelo valor simbólico de R$ 130 mil. A companhia assumiu dívidas de R$ 1,9 bilhão das companhias e se comprometeu a investir R$ 492,6 milhões. Com a compra, a companhia presidida por Ricardo Botelho passou a deter 11 concessões em cinco regiões e se tornou a quinta maior distribuidora do Brasil. Na avaliação da agência de classificação de risco S&P, a companhia deve se beneficiar da expansão de sua presença geográfica. As empresas adquiridas localizam-se em Estados vizinhos ao Mato Grosso, onde a Energisa já opera, o que permite ganhos de escala e a captura de sinergias. As ações sobem 16% no ano.

Palavra do analista:
João Pimentel, analista do BTG Pactual, recomenda compra do papel e calcula um preço-alvo de R$ 35 em 12 meses, com potencial de valorização de 11%. Ele destacou alguns pontos positivos de planejamento da empresa. “A Energisa quer expandir suas outras linhas de negócios”, escreve Pimentel.

 

Varejo

Via Varejo no Novo Mercado

A Via Varejo, empresa controlada pelo Grupo Pão de Açúcar e dona das marcas Casas Bahia e Ponto Frio, anunciou, na semana passada, o início do processo de migração de suas ações para o Novo Mercado, segmento da B3 com as maiores exigências em termos de governança corporativa. Analistas apontam que a estratégia pode fazer parte da preparação para venda da companhia, que deve acontecer até o fim do ano. A medida prevê a conversão da totalidade das 635 milhões de ações preferenciais em ações ordinárias, na proporção de um para um, além do encerramento do programa de units, que amargam uma queda de 40,1% no ano.

 

 

Mercado em números

BROOKFIELD
R$ 660 milhões – É o valor que a companhia pagou pelo controle da locadora de veículos, máquinas e equipamentos Ouro Verde

AES TIETÊ
R$ 607 milhões – É o valor ajustado a ser pago pela empresa energética Complexo Solar Guaimbê, localizada no Estado de São Paulo e com capacidade instalada de geração de 150 megawatts

BR DISTRIBUIDORA
R$ 145,6 milhões – É o valor da quarta parcela do acordo que a companhia recebeu da Eletrobras referente a R$ 4,6 bilhões em dívidas

HAPVIDA
R$ 30 milhões – É o valor que a companhia pagou pela carteira de 25 mil clientes da Unipan, empresa de saúde complementar com sede no Piauí

ITAÚ UNIBANCO
11% – É o percentual que o banco vai comprar da Ticket Serviços para poder distribuir os produtos da companhia francesa no Brasil