Farol DINHEIRO

Pessoas físicas podem investir em precatórios

Com apenas R$ 10 mil, pequenos investidores podem obter cotas de títulos públicos judiciais de longo prazo

Pessoas físicas podem investir em precatórios

A disputa judicial entre usineiros e IAA (Instituto do Açúcar e do Álcool) ganhou novo capítulo que gera uma oportunidade de investimento às pessoas físicas. Um precatório, lançado para equacionar parte dos prejuízos do setor por conta do tabelamento do preço do açúcar e do álcool abaixo do custo de produção na década de 80, deve ser pago até junho de 2020.

Ao lado de grandes fundos de investimentos como JusCapital, Jive Investments, Quadra Capital e o estrangeiro Siguler Guff, as pessoas físicas podem, por meio da plataforma de ativos reais Hurst Capital, aderir ao investimento neste título público judicial, com retorno de 17% ao ano. O valor mínimo de aplicação é de R$ 10 mil.

Estima-se que haja um estoque de R$ 150 bilhões de indenizações devidas pela União em diferentes fases processuais tramitando na Justiça há mais de três décadas. A maior parte dos processos judiciais ainda não chegou na fase de emissão do precatório (ordem de pagamento judicial). “É a emissão do Precatório que normalmente marca o esgotamento das discussões judiciais e o ente público insere a dívida em orçamento público”, diz Farache.

A venda do precatório federal para pessoas físicas foi iniciada em 2 de setembro e terminará tão logo seja alcançada a meta de venda R$ 1.400.000. O prazo para recebimento é junho de 2020, diz Arthur Farache, CEO da Hurst. “Esse crédito possui outros co-investidores profissionais como cessionários o que diminui o risco”, diz ele.