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Pequim luta contra vírus, mas bloqueio de Xi’an é parcialmente suspenso

Pequim luta contra vírus, mas bloqueio de Xi’an é parcialmente suspenso

Uma van é desinfetada do lado de fora de um mercado em Xi'an, norte da China, em 10 de janeiro de 2022 - AFP

Pequim relatou cinco novos casos de coronavírus transmitidos localmente nesta quarta-feira (19), aumentando os temores de uma nova onda menos de três semanas para a abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno (4 a 20 de fevereiro).

A capital chinesa suspendeu milhares de voos e intensificou os testes depois que o primeiro caso da variante ômicron foi relatado no sábado passado.



As autoridades de saúde da cidade disseram nesta quarta-feira que cinco novas infecções foram registradas nas últimas 18 horas, elevando o total para oito.

“A atual situação de prevenção e controle da epidemia é rigorosa e complicada”, disse Xu Hejian, porta-voz do governo municipal de Pequim, em entrevista coletiva.

“A cepa ômicron está relacionada à variante delta, o que traz maiores riscos”, acrescentou.

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“Quatro dos novos casos eram trabalhadores de câmaras frigoríficas”, disse.

As autoridades chinesas adotaram uma política rígida de “covid zero” com restrições e bloqueios nas fronteiras, enquanto que a pressão aumenta com vários surtos no país antes dos Jogos Olímpicos de Inverno, de 4 a 22 de fevereiro de 2022.

Algumas delegações e atletas já começaram a chegar para os Jogos, que acontecerão dentro de uma espécie de bolha sanitária rígida que separará os participantes da população em geral.

Com vários casos relatados em Pequim, as escolas começaram os feriados do ano novo lunar mais cedo do que o esperado.

No entanto, as autoridades chinesas retomaram o serviço de alguns transportes públicos em Xi’an, levantando parcialmente o estrito confinamento decretado há quase um mês nesta cidade para erradicar um foco de covid-19.

Desde terça-feira, o transporte público foi reativado nas chamadas áreas de “baixo risco”, disseram as autoridades.

A televisão pública CCTV transmitiu imagens de trens saindo de Xi’an e alguns passageiros entrando na estação.

Desde o final de dezembro, os 13 milhões de habitantes desta cidade histórica no norte da China estão sob estrito confinamento domiciliar devido ao surgimento de um surto de centenas de casos de covid-19.

As autoridades locais foram fortemente criticadas pela forma como lidaram com o surto, incluindo a má gestão de suprimentos de alimentos e a indignação pelo aborto espontâneo de uma mulher que foi expulsa de um hospital por não ter feito um teste recente anticovid.

Pela primeira vez em semanas, a antiga capital imperial, conhecida por seus Guerreiros de Terracota, não registrou nenhum novo caso de coronavírus.

O confinamento desta cidade é o mais rigoroso e mais longo da China desde o aplicado no início de 2020 em Wuhan (centro), onde o coronavírus foi detectado pela primeira vez.