Economia

Pedidos semanais de seguro-desemprego registram forte alta nos EUA

Crédito: GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP/Arquivos

Protesto de funcionários das companhias aéreas, do lado de fora do Capitólio em Washington, em 22 de setembro de 2020 (Crédito: GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP/Arquivos)

Os novos pedidos de seguro-desemprego subiram na semana passada nos Estados Unidos, em 137.000, situando-se em uma cota de 853.000 – apontam dados publicados nesta quinta-feira (10) pelo governo, que mostram um panorama mais sombrio do que as expectativas dos analistas.

Na semana de 29 de novembro a 5 de dezembro, 853.000 pessoas solicitaram, pela primeira vez, assistência por desemprego, o que implica um alto nível de demissões coincidindo com um forte avanço da pandemia nos Estados Unidos.



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A média de previsões dos especialistas estava em torno de 720.000 novas inscrições.

“Os pedidos reverteram a tendência da semana passada e subiram para o nível mais alto desde setembro”, explicou a economista-chefe para Estados Unidos da consultoria HFE, Rubeela Farooqi, acrescentando que, provavelmente, os dados da semana passada sofreram uma distorção pelo feriado do Dia de Ação de Graças.

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Segundo ela, as estatísticas recentes refletem melhor a tendência de uma deterioração da situação.

Farooqi disse ainda que é provável que a crise sanitária piore e que a implementação de medidas para controlar a propagação do vírus restrinja a atividade econômica.


Na semana encerrada em 21 de novembro, o total de trabalhadores que receberam alguma forma de assistência, incluindo dois programas de emergência devido à pandemia, caiu em 1,1 milhão, para 19 milhões de beneficiários.

Várias ajudas extraordinárias que estão sendo entregues a pessoas que em situações normais não se qualificariam para o seguro-desemprego vão expirar no final do ano, a menos que o Congresso, em Washington, D.C., chegue a um acordo entre democratas e republicanos para promover um novo pacote de ajuda.