Finanças

Patrimônio coletivo

Matchfunding BNDES+ aporta recursos do banco para multiplicar valores doados a projetos culturais — e capacita milhares de criadores.

Crédito: Istock

ESCADARIA SELARÓN Com 2 mil azulejos de 60 países, obra de artista chileno se tornou ponto turístico do Rio de Janeiro. Seu restauro arrecadou R$ 148 mil. (Crédito: Istock)

A verba pode não ser colossal, mas faz toda diferença quando se trata do investimento em cultura. O programa de matchfunding BNDES+, que este ano chega à segunda edição, faz bem mais do que selecionar projetos capazes de deixar algum legado ao Patrimônio Cultural brasileiro. Isso porque, além do valor em dinheiro (cerca de R$ 2,5 milhões), o modelo do edital inova ao reunir financiamento coletivo, por meio de doação de pessoas físicas ou jurídicas (crowdfunding), com o apoio direto de uma instituição bancária – o BNDES. É ele quem dá o “match” aos projetos selecionados, triplicando o valor arrecadado junto a doadores. Se um projeto é apoiado com R$ 100 mil por colaboradores, o BNDES entra com o dobro, e o valor passa a ser R$ 300 mil. O modelo, inédito, é resultado de uma parceria do banco com a SITAWI Finanças do Bem e a plataforma Benfeitoria, de crowdfunding.

Em 2019, primeiro ano de funcionamento, 190 projetos foram inscritos, 20 selecionados e 18 atingiram a meta financeira. “Fizemos a divulgação do edital por meio de caravanas presenciais por todo o País”, disse Yasmin Youssef, gerente de relações institucionais da Benfeitoria. Segundo ela, as apresentações duravam o dia todo e incluíam oficinas para capacitar os proponentes. Para aumentar o apelo junto aos potenciais doadores, os projetos selecionados são preparados para realizar campanhas de arrecadação. Além de abrigar o site do edital, a Benfeitoria facilita todo o processo de lançamento dos projetos, por meio de uma curadoria individualizada. A ação da plataforma mobilizou 4 mil doadores, que contribuíram com valores entre R$ 20 e R$ 10 mil. “Uma campanha muito bonita e que encantou as pessoas foi a do Museu de Imagens do Inconsciente, do Rio de Janeiro. que captou R$ 278 mil junto a 457 doadores”, afirmou Youssef. “Recebemos desde o projeto de um desenho animado sobre a Velha Guarda da Portela até o de um aplicativo que conta a história de bens tombados em Campina Grande, na Paraíba. É uma forma de estimular o turismo por meio da tecnologia”.

Divulgação

“Um dos projetos de 2019 é um aplicativo que conta a história de bens tombados em Campina Grande (PB). Estimula o turismo pela tecnologia” Yasmin Youssef gerente da benfeitoria.

Este ano, com as restrições impostas pelo isolamento social, a plataforma realizou eventos digitais para explicar o que é financiamento coletivo e mobilizar proponentes (pessoas jurídicas, sem fins lucrativos) e cocriadores (gente com expertise e que está em busca de um parceiro com perfil jurídico adequado). Pelos cálculos da Benfeitoria, 7 mil pessoas já foram capacitadas pelo programa. O prazo para inscrição termina em 10 de agosto, mas a captação começa apenas em novembro, após a divulgação dos selecionados. As informações estão no site benfeitoria.com/bndesmais.

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