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Para enviado da ONU, redução acentuada de ataques aéreos no Iêmen pode indicar paz

Para enviado da ONU, redução acentuada de ataques aéreos no Iêmen pode indicar paz

Esta imagem de arquivo, de 1 de setembro de 2019, mostra edifício destruído por ataque aéreo em Sanaa - AFP/Arquivos

Os ataques aéreos no Iêmen tiveram uma redução drástica nas últimas duas semanas, disse nesta sexta-feira (22) o enviado da ONU Martin Griffiths, ressaltando que essa tendência pode ser o prelúdio de um cessar-fogo geral no país.

Griffiths disse que os ataques caíram 80% durante esse período, o que ele diz ser um sinal “de que algo está mudando no Iêmen”.

“Nas últimas semanas, houve períodos inteiros de 48 horas sem ataques aéreos pela primeira vez desde o início do conflito”, disse por uma conexão de vídeo com a sede da ONU.

“Chamamos isso de desescalada, uma redução no ritmo da guerra e talvez um movimento em direção a um cessar-fogo completo no Iêmen”, afirmou.

Em Riade, o governo iemenita e os grupos separatistas concordaram em acabar com o conflito na parte sul do país. Na quarta-feira, o rei saudita Salman disse que o acordo pode levar a negociações de paz mais amplas que visam acabar com o conflito.

A Arábia Saudita interveio em 2015 no Iêmen como líder de uma coalizão militar que enfrentou os rebeldes xiitas houthis, apoiados pelo Irã, que assumiu o controle da capital Sanaa.

Desde então, dezenas de milhares de pessoas morreram no conflito, principalmente civis, segundo dados de organizações humanitárias.

Segundo a ONU, que define periodicamente o caso deste país na península Arábica como a pior crise humanitária do mundo, aproximadamente 3,3 milhões de pessoas permanecem deslocadas e mais de 24 milhões, cerca de dois terços da população total, precisam de assistência.