Sustentabilidade

Papo responsável

Crédito: Bruna Guerra

Claudio Neszlinger, da Liga Labora. (Crédito: Bruna Guerra)

Dentro da agenda ESG (ambiental, social e de governança), um dos principais temas no pilar da responsabilidade social corporativa é a diversidade no quadro de funcionários. Ao se considerar os grupos minorizados – como negros e LGBTQIA+ –, Claudio Neszlinger, Embaixador da Liga Labora, salientou à DINHEIRO a importância de as empresas olharem também para a inclusão geracional.

A INICIATIVA
“O Liga Labora é uma iniciativa pessoal e voluntária de 15 executivos que tem como objetivo acelerar a inclusão geracional no mercado de trabalho. A meta é alcançar 100 mil oportunidades de trabalho até 2022. Vale destacar que o modelo buscado não é necessariamente nos moldes CLT. Isso requer uma mudança de mentalidade nas duas pontas: na população 50+, que precisará estar aberta a novos jeitos de trabalhar, e nos funcionários da empresa que precisam estar dispostos a valorizar esse grupo”

BENEFÍCIOS
“A inclusão em todas as suas dimensões encontra dificuldades, mas não queremos um olhar assistencialista das empresas. Queremos que as competências desse grupo, como resiliência, equilíbrio emocional, capacidade de lidar com ambiguidades, conflitos e crises sejam valorizadas”

DIFICULDADES
“A barreira geracional impacta transversalmente os grupos minoritários. Ser mulher é uma barreira. Ser negra, outra. Ser mulher, negra, do grupo LGBTQIA+ e ter mais de 50 anos é mais complexo. Por isso, também oferecemos mentoria, empoderamento emocional e atualização digital para o grupo atendido”

(Nota publicada na edição 1226 da Revista Dinheiro)