Edição nº 1137 09.09 Ver ediçõs anteriores

Pão de Açúcar quer lucrar com o James

Pão de Açúcar quer lucrar com o James
Ana Paula Paiva/Valo

Dez meses depois de iniciar uma parceria com a plataforma móvel de entregas Rappi, o Grupo Pão de Açúcar resolveu mergulhar de cabeça no negócio. Na última semana, a varejista adquiriu 100% da operação da startup paranaense James Delivery, fundada em 2016 e comandada por Lucas Ceschin (na foto acima, o segundo a partir da esquerda). Os valores envolvidos não foram divulgados. “O grande desafio é trazer a nossa experiência e o conhecimento de varejo para dentro do James e trazer a visão inovadora de um super ‘app’ para ajudar a transformar o nosso negócio”, diz Peter Estermann, CEO do GPA (abaixo). Os “super apps” são aplicativos móveis que reúnem diversas funcionalidades, incluindo a encomenda e a entrega de produtos de restaurantes, drogarias e supermercados. Com atuação limitada apenas a Curitiba e Balneário Camboriú, em Santa Catarina, a startup tem hoje 500 contratos com lojistas e redes como Bob’s e McDonald’s. O GPA promete alavancar a relevância do James e levá-lo para todos os estados onde a companhia atua até o final de 2019. Os idealizadores do projeto agora passam a fazer parte do time de executivos do GPA. Daqui a três anos, todos eles se reúnem para discutir se os objetivos e metas traçadas pela varejista foram alcançados. “Nós vamos ser melhores que a Rappi em três anos. Temos tudo para isso”, disse, em tom imperial, Estermann. Por trás de tudo isso, a aposta da empresa mira a tecnologia e a base de dados gerada pelo James, que será cruzada com apps próprios, como o programa de fidelidade “Meu Desconto”, que já tem 7,5 milhões de downloads.

(Nota publicada na Edição 1100 da Revista Dinheiro, com colaboração de: Felipe Mendes)


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