Dinheiro em foco

Palavra do gestor

Crédito: Divulgação

Dan Cohen, fundador e CEO da Finpass Quem é e o que faz Economista pela Faap, com MBA por Chicago, Foi sócio da gestora Hedging Griffo, Montou fundos de crédito (Crédito: Divulgação)

O que sua empresa faz?
Somos um Tinder do crédito para pessoas jurídicas. A Finpass é um marketplace onde, por meio de algoritmos, promovemos o encontro entre financiadores e empresas que precisam de empréstimos. Temos cerca de 140 mil empresas cadastradas na plataforma. E elas estão conectadas
a 400 bancos, fintechs e gestoras
de fundos de recebíveis.

Como funciona?
A empresa insere seus dados no sistema. Nosso algoritmo analisa
cerca de 150 informações e avalia
o risco do tomador do empréstimo.
Os financiadores fazem suas ofertas. Quando há concordância nos termos,
o empréstimo é fechado. Após analisarmos a empresa, o empréstimo é concedido com base no aval dos sócios, sem a necessidade de oferecer garantias reais. Isso torna o processo muito mais rápido, conseguimos liberar o dinheiro no dia seguinte ao pedido,
se houver aceitação.

Para que as empresas tomam crédito? Como estão os riscos?
Em geral, as empresas usam para financiar o capital de giro. O tíquete médio é de R$ 200 mil, e os prazos
são de 12 a 24 meses. Até agora
já conseguimos fechar 12 mil empréstimos. E o risco depende do setor. Farmácias e supermercados passaram bem pela pandemia.
Já restaurantes foram bastante prejudicados.

Por que lançar um fundo próprio?
Aprendemos a conceder crédito de maneira segura. Por isso, percebemos que fazia sentido criar um Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) para financiar pequenas empresas e poder emprestar também. O fundo adquire Cédulas de Crédito Bancário (CCB) e isso torna o
processo ágil.

De que maneira o fundo foi estruturado?
Fechamos parcerias com o BNDES e algumas gestoras. Alguns dos investidores que são sócios da Finpass entraram com metade dos recursos necessários para comprar as cotas subordinadas. O fundo começou a ser montado em outubro e já possui um patrimônio de R$ 150 milhões. Em sua carteira há créditos cuja contraparte são 7 mil empresas que estão em nossa base e cujo risco nós conhecemos bem.