Economia

Países da Opep negociam sobre aumento ou corte na produção

Países da Opep negociam sobre aumento ou corte na produção

Secretário-geral da Opep, Mohammed Barkindo, na abertura da Exposição e Conferência Internacional do Petróleo de Abu Dhabi, em 11 de novembro de 2019 - AFP/Arquivos

Os países-membros da Opep e seus sócios discutem se a melhor política é manter seu nível atual de cortes na produção, ou se é melhor aumentá-la, com o objetivo de apoiar os preços do barril em um contexto de incerteza da demanda mundial.

Há um ano, os 14 membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus dez sócios externos – entre eles a Rússia, formando a chamada OPEP+ – mantêm seu compromisso de reduzir a produção em 1,2 milhão de barris diários (mbd) em relação ao nível de outubro de 2018.

O acordo será mantido até março de 2020, mas, esta semana, em encontros nestas quinta e sexta-feiras, em Viena, decide-se o que virá depois.

A reunião oficial desta quinta, uma das mais longas já registradas pelo cartel nos últimos anos, começou às 17h locais (12h em Brasília) e continuava, após quase seis horas.

Até então, os analistas apontavam a manutenção do mesmo nível de cortes. Nas últimas horas, porém, as declarações de alguns ministros sugeriam a a possibilidade de um corte ainda maior.

“Temos muitas possibilidades de prorrogar o acordo e de ajustar as cotas”, ou seja, reduzir a produção um pouco mais, disse nesta quinta o ministro russo de Energia, Alexandre Novak, ao sair de uma das reuniões prévias.

Novak falou em 500 mil de barris diários, o que levaria os cortes a um total de 1,7 mbd, se o acordo acabar sendo aprovado. A Rússia é o segundo produtor de petróleo do mundo, atrás dos Estados Unidos.

Já o novo ministro saudita de Energia, Abdel Aziz bin Salman, meio-irmão do príncipe herdeiro Mohamed bin Salman, limitou-se a desejar “uma reunião bem-sucedida”.

Terceiro produtor mundial de petróleo e primeiro exportador do planeta, a Arábia Saudita é o líder de fato da Opep e crucial nas decisões do cartel.

Mais cedo, Novak se reuniu com seu colega saudita. Segundo um comunicado oficial, ambos conversaram sobre “as medidas para estabilizar o mercado mundial do petróleo”.

Segundo o analista Carsten Fritsch, do Commerzbank, “vários membros-chave da Opep” estariam dispostos a diminuir a produção em 400.000 barris diários suplementares.

O dia foi marcado por uma pequena manifestação de cerca de 50 ambientalistas na frente da sede da Opep, pedindo o fim das energias fósseis.

A demanda mundial de petróleo pode ser reduzida em função da guerra comercial – que afeta o crescimento da China, um grande consumidor de cru -, assim como pelo frágil crescimento mundial. Para os analistas, este contexto estimula a Opep e seus sócios a adotarem o caminho da prudência.

A isso, somam-se níveis de produção dos países de fora da Opep, em patamares recordes.

Primeiro produtor mundial desde 2018, os Estados Unidos produzem grande quantidade de petróleo de xisto, enquanto Brasil e Canadá também aumentaram sua produção.

Além disso, os EUA contam com enormes reservas, avaliadas em 447,1 milhões de barris, segundo os últimos números da Administração de Informação Energética dos Estados Unidos (EIA).

O preço do barril segue relativamente estável desde a última reunião do cartel, em julho passado, em torno dos 60 dólares para o Barril de Brent (referência na Europa). A exceção foi um pico em setembro, após os ataques contra instalações petroleiras sauditas.

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