Finanças

País tem potencial de atingir até 100 ofertas de ações em 2021

Crédito: Divulgação/B3

Em 2020, houve 28 ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) (Crédito: Divulgação/B3)

Com uma possível recuperação econômica, projetada pelo mercado, as ofertas de ações de empresas na bolsa de valores de São Paulo, a B3, devem disparar em 2021. O avanço será o suficiente para quebrar o recorde de 2007 de 64 de Ofertas Públicas Iniciais (IPOs, na sigla em inglês), projetam especialistas.

Somadas às ofertas subsequentes de ações, conhecidas no mercado como follow on e realizadas pelas companhia após já terem feito IPO, as estimativas dos analistas apontam para até 100 operações.

Para os próximos meses, 44 empresas já aguardam registro da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador de capitais no Brasil. Em 2020, o mercado acionário brasileiro registrou 28 IPOs.

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“Existe essa expectativa do mercado financeiro de superar o recorde anterior de 2007. Uma taxa Selic a 2% e um cenário que parece melhor para as empresas, isso acaba fortalecendo e incentivando as aberturas de capital”, afirma Claudia Yoshinaga, Coordenadora do Centro de Estudos em Finanças da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (Eaesp), da Fundação Getulio Vargas (FGV).

“Outro ponto é o aumento de investidores na bolsa. Cada vez mais investidores estão ingressando na bolsa. Então, as empresas têm aberto capital porque também viram que tem mais pessoas dispostas a comprar”, complementa Claudia.

No ano passado, a B3 fechou com mais 3 milhões de brasileiros (Pessoas Físicas) com contas abertas.

Entre os principais destaques para este ano estão empresas nos setores de varejo, financeiros e commodities.

“Devemos ter empresas mais novas e mais recentes no mercado querendo fazer IPO. Além de empresas que já estão no mercado, como Havan, Kalunga, Tok&Stok, CSN, Banco BV e BIG. Fintechs terão um potencial grande. Follow on [oferta subsequente de ações] e fundos imobiliários também serão destaques para investidores”, afirma Ricardo Vasconcelllos, head de mercado de capitais da Easynvest.

Projeção em números

Na avaliação de Vítor Saraiva, sócio e head de Equity Capital Market da XP Investimentos, “a previsão fica entre 80 e 100 ofertas iniciais e ofertas subsequentes, que são os follow on, de empresas já listadas. O que deve gerar em torno de R$ 150 bilhões de emissão em 2021 na bolsa”.

“Nós vemos outros setores ganhando proeminência. A bolsa brasileira ainda é pouco representativa na economia real. O setor agro, por exemplo, é um setor de muita relevância na economia e que na bolsa praticamente não tem ativos. Então vemos o setor agro com tudo. O setor de tecnologia deve aumentar a representatividade na bolsa. Nós vemos essa operação saindo da Faria Lima-Leblon e indo para operações de todo o Brasil”, explica Saraiva.

Ainda segundo o porta-voz da XP, a B3 deve continuar num ritmo forte. “Os alicerces estão aí. Os juros devem continuar baixos esse ano”, destaca Saraiva.

Ele concorda com Claudia, da FGV, que os brasileiros estão de olho nas ações. Mas destaca que este impulso para o mercado acionário nacional tem menor força do que em outros países. “Essa tendência vai continuar, mas ainda é um número muito baixo de pessoas na bolsa, comparado com outros mercados.”

Investidor Estrangeiro 

Os investimentos de fora do País deverão voltar a ser significativos. “Se o investidor estrangeiro foi reticente durante todo o ano passado, novembro e dezembro foram meses importantes de fluxo externo. E, em 2021, esse tipo de investidor deve ser forte”, avalia Saraiva.

Outro aspecto para o aumento de aberturas de capital é a liquidez existente no mercado, aponta Haroldo Monteiro, analista e dono da empresa Treinatoria. “Esse excesso de liquidez que existe no mundo, hoje, faz com que as bolsas venham batendo recordes. As bolsas estão um pouco descoladas da realidade. Existe até uma inflação de ativos. Por isso, nós vemos as empresas aproveitando e abrindo capital em bolsa.”

Ibovespa

O Ibovespa também indica um momento positivo para o mercado, após encerrar a última sexta-feira (8) com um recorde nominal de 125.076 pontos, alta de 2,19% em relação ao pregão anterior. A maior marca anterior, de 122.385 pontos, foi registrada um dia antes, em 7 de janeiro de 2021.

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