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País de Gales aprova confinamento de duas semanas a partir de sexta-feira

Crédito: AFP/Arquivos

Mulher com máscara caminha em Cardiff, País de Gales (Crédito: AFP/Arquivos)

País de Gales anunciou, nesta segunda-feira (19), um confinamento de duas semanas a partir de sexta-feira (23) para frear a propagação da covid-19, uma das medidas mais rígidas para conter a segunda onda da doença em um território britânico.

O primeiro-ministro galês, Mark Drakeford, afirmou em uma entrevista coletiva que na sexta-feira a partir das 18H00 (14H00 de Brasília) os três milhões de habitantes do território britânico receberão um pedido para que “permaneçam em casa”.

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O confinamento vai durar o mínimo de tempo necessário para que seja eficaz, completou.

Os comércios considerados não essenciais terão que fechar, o que se assemelha ao confinamento implantado no Reino Unido em 23 de março, durante a primeira onda, levantado progressivamente antes do verão (boreal).

A principal diferença neste período são as aulas das escolas primárias e algumas secundárias, que serão retomadas na segunda semana do confinamento, já que a primeira são férias escolares.

Drakeford disse que foi uma decisão “difícil” e anunciou um orçamento de 300 milhões de libras (330 milhões de euros, 390 milhões de dólares) para compensar as perdas que serão registradas.

É “nossa melhor maneira de recuperar o controle do vírus e evitar um confinamento mais longo, que geraria mais danos”, acrescentou.

Desde sexta-feira, Gales já proíbe a entrada de pessoas de áreas de risco no país.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, enfrenta pressão da oposição trabalhista e de cientistas para implantar uma medida semelhante na Inglaterra.

Neste momento, mais da metade da população da Inglaterra, de 28 milhões de pessoas, já vivem entre restrições rígidas.

As reuniões entre família e amigos que não moram sob o mesmo teto estão proibidas em espaços fechados em Londres e em outras áreas da Inglaterra consideradas de alto risco.

Em todo o Reino Unido, o coronavírus deixou mais de 43.000 mortes, o número mais alto da Europa.

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