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‘Pai do Mustang’, Lee Iacocca morre aos 94 anos nos EUA

Ex-presidente da Ford e Chrysler, Lee foi o responsável pelo projeto do Mustang e liderou lançamento das minivans no mercado

‘Pai do Mustang’, Lee Iacocca morre aos 94 anos nos EUA

Filho de pais imigrantes italianos e com uma infância humilde, Lee se tornou uma lenda entre os líderes empresariais do século passado

Um dos mais bem sucedidos executivos da indústria automobilística dos Estados Unidos e responsável pela criação do icônico Ford Mustang e das minivans, Lido Anthony Iacocca, mais conhecido como Lee Iacocca, morreu na manhã desta terça-feira (3), aos 94 anos, em Los Angeles. Segundo os familiares, Lee, que era portador de Parkinson, morreu de causas naturais.

Filho de imigrantes italianos e com uma infância humilde, Lee se tornou uma lenda entre os líderes empresariais do século passado. Ele foi presidente da Ford nos anos 1970, período que idealizou o Mustang, um dos modelos mais famosos do mundo. Apesar do sucesso à frente da companhia, ele foi demitido por Henry Ford Jr. em 1978.

Ele foi chamado em seguida pela Chrysler para ajudar a companhia a sair de um processo de falência. Lee foi um dos idealizadores do K-Car, uma linha com veículos mais competitivos e econômicos que realocou a marca no mercado. Iacocca também liderou a Chrysler no lançamento das minivans, se tornando um dos modelos mais lucrativos da montadora.

Lee se aposentou da Chrysler em 1992 e dedicou parte do seu tempo para projetos sociais. Nos seus últimos ainda como CEO da montadora capitaneou esforços para a restauração da Estátua da Liberdade e do porto de imigração de Nova York, local por onde seus pais vieram para os EUA.

Em nota, a Fiat Chrysler Automobiles lamentou a morte do ex-executivo. “Ele foi um dos grandes líderes da nossa empresa e da indústria automobilística como um todo. Ele também desempenhou um papel profundo e incansável no cenário nacional como estadista de negócios e filantropo.”

O presidente-executivo da Ford, Bill Ford, também se manifestou e disse que Lee era “verdadeiramente maior que a vida e deixou uma marca indelével na Ford”.