Finanças

Ouro fecha em queda, com apertos monetários e imposto de importação na Índia



O contrato futuro de ouro mais ativo fechou em queda nesta sexta-feira, após novos dados de inflação confirmarem expectativas por aperto monetário no mundo. As cotações foram pressionadas ainda pela notícia de que a Índia elevou o imposto de importação do metal precioso.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro para agosto encerrou a sessão em baixa de 0,32%, a US$ 1.801,50 a onça-troy, com perda semanal de 1,57%.

O governo da Índia anunciou nesta sexta o aumento da taxa básica de importação de ouro de 7,5% para 12,5%, com objetivo de conter a demanda e reduzir o déficit comercial. A medida é parte de um pacote de políticas voltadas para fortalecer a Rupia indiana, que vem registrando forte desvalorização.

“As perdas de mais cedo do ouro resultaram da notícia de que a Índia aumentou o imposto de importação sobre o ouro para fornecer algum apoio à rupia”, ressalta o analista Edward Moya, da Oanda.




A commodity metálica também repercutiu o cenário mundial de crescimento dos custos de empréstimos. Ainda sob efeito da guerra na Ucrânia, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro atingiu máxima histórica de 8,6% no mês passado, segundo dados preliminares informados nesta sexta.

“Os dados de preços de hoje aumentam a pressão sobre o BCE para aumentar as taxas de juros em mais do que os 25 pontos-base sinalizados para julho”, ressalta o Commerzbank.

As perdas foram reduzidas após a divulgação do índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial dos Estados Unidos medido pelo Instituto da Gestão da Oferta. O indicador caiu de 56,1 em maio para 53,0 em junho, segundo pesquisa da própria instituição. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam 54,3.


“Parece que o ouro pode recuperar seu ritmo assim que os mercados financeiros começarem a se concentrar mais em quão agressivo o Federal Reserve (Fed) irá apertar quando a economia entrar em recessão e não quão acima do neutro o Fed levará as taxas nos próximos 12 meses”, explica Moya, da Oanda.






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