Finanças

Ouro fecha em alta, com ajuda de tensões sino-americanas e dólar fraco

O ouro encerrou a sessão desta segunda-feira (17) em alta, amparado pelo recrudescimento das tensões sino-americanas após imposição de restrições de Washington à Huawei, empresa tecnológica da China. O dólar fraco no exterior também deu ajuda à commodity, ao torná-la mais barata pra detentores de outras divisas, estimulando o lado da demanda.

Na Comex, divisão para metais da Nymex, o ouro para dezembro fechou em alta de 2,50%, a US$ 1.998,70 a onça-troy. Ao longo do dia, chegou a tocar US$ 2.000,80 a onça-troy, retomando pontualmente, assim, o nível de US$ 2 mil por onça-troy.

A Casa Branca voltou a impor restrições à Huawei – a empresa não poderá mais importar produtos tecnológicos americanos considerados sensíveis. As divergências entre as duas maiores economias do mundo seguiram causando desconforto nas mesas de operação, porque representam ameaça à retomada das atividades produtivas após o choque da covid-19.

A cautela estimulou a busca de ativos seguros, como o ouro, com apoio adicional da fraqueza do dólar lá fora vista hoje e do mergulho contínuo dos juros dos Treasuries. No pano de fundo do cenário global incerto, ainda está a escalada do novo coronavírus em todo o mundo, sobretudo em países da Europa, que parecem viver uma segunda onda da doença.

Por outro lado, investidores relatam um esfriamento da corrida ao ouro verificada em sessões recentes. “É provável que o ouro continue seu processo de consolidação nesta semana, mas o interesse entre os investidores em ETFs de ouro diminuiu visivelmente”, aponta o Commerzbank.


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