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Otan precisa de uma política mais forte em relação à China, diz seu secretário

Otan precisa de uma política mais forte em relação à China, diz seu secretário

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, fala com jornalistas após uma reunião com o presidente dos EUA, Joe Biden, na Casa Branca, em Washington, DC, em 7 de junho de 2021 - AFP

Os líderes dos países membros da Otan precisam forjar uma política comum mais forte diante do crescente domínio da China, disse neste domingo (13) o secretário-geral da aliança militar na véspera de uma cúpula em Bruxelas.

Em entrevista à rede pública canadense CBC, Jens Stoltenberg enfatizou que a China tem o segundo maior orçamento de defesa do mundo, o maior exército e está investindo maciçamente em novos equipamentos militares, o que “afeta nossa segurança”.

“A China não compartilha de nossos valores. Vemos isso na maneira como suprimem os protestos democráticos em Hong Kong, na forma como oprimem minorias como os uigures” no oeste da China e na forma como usam a tecnologia moderna para monitorar sua população “de maneira nunca vista antes”, justificou Stoltenberg.

“Portanto, tudo isso torna importante para a Otan fortalecer nossa política no que diz respeito à China”, enfatizou.



As palavras do secretário-geral chegam poucas horas depois do encerramento da cúpula do G7, realizada no Reino Unido, na qual o grupo – formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido – adotou postura mais firme com relação à China.

Os países pedem a Pequim que “respeite os direitos humanos e as liberdades fundamentais” e permita a livre navegação no Mar da China Meridional.

Stoltenberg também argumentou que seria importante para outros países lidar com a China sobre problemas comuns como as mudanças climáticas e o controle de armas.

O alto funcionário reconheceu que houve momentos de tensão dentro da Otan durante o governo do magnata norte-americano Donald Trump. No entanto, opinou que a aliança continua “extremamente robusta e forte”.

O ex-presidente republicano protestava por considerar que as contribuições de outros países à Otan não eram justas, e chegou a cogitar a saída dos Estados Unidos da organização.

Mas agora, afirmou Stoltenberg, “temos um presidente norte-americano, o presidente Biden, que está fortemente comprometido com a Otan, com a segurança europeia, e está disposto a investir mais na Otan”.

O presidente dos EUA chegou a Bruxelas do Reino Unido neste domingo para a cúpula da Otan na segunda-feira.

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