Edição nº 1096 15.11 Ver ediçõs anteriores

Os planos internacionais da Reserva

Os planos internacionais da Reserva

Rony Meisler, CEO e cofundador da grife de moda Reserva, está se preparando para que a marca dê novos saltos. O primeiro deles passa pela expansão internacional. A Reserva, hoje com 89 lojas espalhadas pelo Brasil, deve abrir unidades nos Estados Unidos em 2020. “Estamos estruturando para entrar ou pela Califórnia ou por Nova York. Não queremos ir para lá para dizer que temos loja lá fora. Pretendemos ir para vencer”, diz Meisler, entrevistado do MOEDA FORTE na TV Dinheiro, programa que vai ao ar na segunda-feira, 2 de julho.

 

Um modelo único

O modelo ainda está sendo estudado, mas, segundo Meisler, “deve ser baseado na internet e com lojas um pouco diferentes das vistas aqui no Brasil”. A ideia seria abrir unidades mais enxutas com um mix mais reduzido de produtos. “Talvez até um único produto, com uma proposta de valor muito clara”, diz Meisler. “A partir daí, cresceremos o mix de produtos, a percepção de marca e abriremos lojas.” Esse único produto ainda está sendo avaliado, mas não é descartada apenas a venda de camisas polo.
A entrada no setor imobiliário. Além da moda, a Reserva pretende entrar em um novo mercado: o imobiliário. A princípio pode parecer estranho, mas a ideia é levar o conceito da marca para apartamentos nas principais capitais brasileiras. “Em vez de ter um hotel, teremos um parceiro para operar uma rede de apartamentos que vamos listar no Airbnb”, diz Meisler. Os apartamentos, com espaços que devem variar entre 100 m² e 200 m², representariam o estilo de vida da Reserva. Ou seja, com o armário da marca, com a geladeira pensada com as coisas que reflitam a marca, com o ambiente de decoração e arquitetura da grife.

 

As capitais no radar

O empresário já está negociando a compra do primeiro imóvel, em São Paulo, no bairro dos Jardins. “Estou conversando com algumas incorporadoras”, diz Meisler. Por enquanto, as cidades previstas para receber os apartamentos da Reserva seriam Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo. Mas o potencial desse novo negócio é grande, inclusive com chances de ganhar o mundo. “Mas a nossa lógica é começar pequeno. Será, por enquanto, um por cidade.” O primeiro deve ser lançado na plataforma de locação em 2019.

(Nota publicada na Edição 1076 da Revista Dinheiro, com colaboração de: Claudio Gradilone, Gabriel Baldocchi, Hugo Cilo, Luana Meneghetti, Márcio Kroehn e Moacir Drska)


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