Edição nº 1134 19.08 Ver ediçõs anteriores

Entrevista

Marcelo Neri, fundador do Centro de Políticas Sociais (CPS/FGV)

Os jovens foram os grandes perdedores da crise

Adriano Machado

Os jovens foram os grandes perdedores da crise

Ivan Ryngelblum
Edição 25/08/2017 - nº 1033

O Brasil começa a deixar para trás a pior recessão de sua história, mas as marcas dela ainda ficarão entre nós, por muito tempo, principalmente nos jovens. “Estes perderam três vezes mais renda que a média”, diz o economista Marcelo Neri, que foi ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE), entre março de 2013 e fevereiro de 2015, no governo Dilma Rousseff. Fundador do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (CPS/FGV), dedicado a estudar desenvolvimento e inclusão social, Neri discorda daqueles que afirmam que o ajuste fiscal prejudica os mais pobres, afirmando que ignorá-lo trará efeitos ainda mais perversos. “Se não fizer, teremos uma insolvência fiscal, inflação alta, que penalizará quem tem menos”, diz Neri. Para o economista, que falou à DINHEIRO na segunda-feira 21, o Brasil registrou fortes avanços sociais, apesar das crises, mas não conseguiu traduzi-lo em ganhos permanentes. “Nossa produtividade passou incólume com o aumento de escolaridade, o que indica algum problema econômico.” A seguir, os principais trechos da entrevista.

DINHEIRO – Como as classes C, D e E, tão festejadas na década passada, estão se comportando diante da crise?

MARCELO NERI – Se pegarmos o tamanho da classe C, não foi muito afetado pela crise, porque muita gente caiu da B para a C, e da C para D e E. Houve uma queda generalizada de renda em toda a população, que foi relativamente uniforme, com poucas exceções. Os grandes perdedores da crise são os jovens. Estes perderam três vezes mais que a média, e a perda deles vem desde 2013. E em 2015, os 5% mais pobres perderam duas vezes mais que a média, porque houve o congelamento do Bolsa Família. Nós só identificamos um grupo capaz de gerar renda, o grupo dos cônjuges em geral. Este é o único grupo que conseguiu gerar aumento de renda, pelo fenômeno do trabalhador adicional, com a pessoa responsável pelo domicílio entrando no mercado de trabalho com relativo sucesso, ao contrário dos filhos, dos jovens, que foram os grandes perdedores da crise.

DINHEIRO – O sr. afirma que a juventude é uma das mais prejudicadas pela atual crise econômica. Estamos diante de uma geração perdida ou ainda há tempo de remediar isso?

NERI – Os dados mostram que os jovens foram os grandes perdedores desta crise, desde 2013. Eles são o retrato do futuro e alguns estudos mostram grande desemprego nesta categoria. Mesmo se esta crise for reduzida e o desemprego dos jovens diminuir, algumas sequelas vão surgir, como aumento de homicídios, de violência. Ou seja, esta geração tende a carregar algumas marcas desta situação para o futuro. O nosso equacionamento das questões da juventude é insuficiente. Temos no Brasil a maior juventude que jamais tivemos e jamais teremos. São 51 milhões de pessoas, entre 15 e 29 anos, que deveriam estar aproveitando para impulsionar a produtividade, dando maior escolaridade, mas nós não estamos fazendo isso.

DINHEIRO – Como a crise econômica afetou as classes menos favorecidas?

NERI – Essa foi uma crise em que a principal face foi o aumento do desemprego. No primeiro momento, a inflação subiu bastante e, de maneira concomitante, o desemprego voltou à taxa de cinco anos antes. A Essas foram as duas principais manifestações da crise. Uma terceira é que, com a crise fiscal, os benefícios sociais passam a viver um regime de incerteza. Em 2015, o congelamento do Bolsa Família trouxe consequências muito claras sobre a pobreza e o bem estar. Foi uma situação em que a renda caiu e o desemprego impôs incerteza sobre as pessoas. Então, ele começou a ser mais precavido, restringindo uma série de demandas.

DINHEIRO – A crise fiscal reverteu os ganhos sociais obtidos pela população mais pobre nos anos anteriores?

NERI – Reverteu em parte. A crise atual é uma crise severa, seja pela força, pela agudez ou pela duração. Nem mesmo as crises de 1999 e de 2003 foram tão fortes e tiveram essa duração. Como nós vínhamos de um período de redução de desigualdade desde 2001, com ganho de renda da população acima do [crescimento do] PIB, a pobreza, que era de 27,9% [da população] em 2003, chegou em 2014 a 8,4%. Ela teve uma queda importante. Pelas nossas projeções, em 2016, ela estava em 11,2%. Ou seja, houve uma piora, mas nada que neutralizasse os ganhos anteriores. Tem uma perda forte de ganhos sociais, mas como o Brasil vinha de um período em que o PIB crescia, a renda das pessoas avançou mais que o PIB. Além disso, a renda das pessoas mais pobres crescia mais que a média. É uma década perdida em termos de PIB per capita, 3% abaixo do que era na década passada, mas se pegar a renda média das pessoas, está 6% acima do começo da década.

Posto do INSS: déficit da Previdência alcançará R$ 184 bilhões em 2017, mais que valor gasto com saúde e investimentos (Crédito:Wilton Junior/AE)

DINHEIRO – Como o ajuste fiscal afeta os mais pobres?

NERI – Acho o importante o Estado reconhecer a restrição fiscal que vive. A situação é dramática, então a reforma da Previdência, no meu entender, não é uma reforma que afeta os mais pobres. Ao passo que o congelamento do Bolsa Família afeta os mais pobres. Acho que esta agenda de reformas é absolutamente importante, não só em termos macroeconômicos, mas em termos sociais. É preciso defender as reformas por questões de equidade social, mas é necessário desenhá-las olhando para o social. Por exemplo, o congelamento do Bolsa Família em 2015, quando a inflação estava em dois dígitos, é um congelamento que não é só ruim para a pobreza, mas também para a macroeconomia, porque, ao tirar a renda das pessoas mais pobres, que consomem mais, joga areia nas engrenagens da economia.

DINHEIRO – O seu posicionamento a respeito da reforma da Previdência contraria muitos analistas desenvolvimentistas, que dizem que ela afetará os mais pobres. Eles estão errados?

NERI – A população com mais de 65 anos no Japão, que é o país mais longevo do mundo, é duas vezes e meia a população idosa brasileira. Só que o Brasil gasta 13% do PIB em Previdência, o Japão gasta 10%. O Brasil é um país que não é tão rico, nem tão longevo, e tem gasto maior de previdência que o país mais longevo do mundo. As pessoas dizem “se eu retirar a Previdência, olha como vai ficar a pobreza no Brasil, vai ser muito maior”. Só que ninguém está falando em retirar os benefícios da Previdência, está se falando em moderar. A cada três anos, a expectativa de vida no Brasil tem crescido em um ano, é preciso ter responsabilidade no financiamento dessas despesas. Não acho que seja razoável que todo o ônus recaia sobre as próximas gerações. Defendo uma reforma que incida mais sobre as rendas mais altas, principalmente no funcionalismo público, mas é uma agenda que vai impor um choque de realidade a todos. Se não fizer o ajuste, teremos uma situação de insolvência fiscal, inflação alta, que, aí sim, vai penalizar aqueles que têm menos, que dependem mais do Estado, que são mais vulneráveis à inflação.

DINHEIRO – Então, para os mais pobres, as consequências de não fazer as reformas serão maiores do que fazê-las?

NERI – O Estado brasileiro está com despesas que não são sustentáveis ao longo do tempo. Não é possível financiar um déficit público indefinidamente. Os mais pobres do Brasil não são os beneficiários da Previdência, são os beneficiários do Bolsa Família. Nós temos uma política previdenciária de uma nação rica e longeva, quando não somos. Isto acaba gerando um desequilíbrio, que gera uma instabilidade macroeconômica como a gente está vivendo. Quando você endereça estes problemas, acaba gerando ganhos para todos. Só acho que poderia ter um olhar mais focado nos mais pobres. É algo desejado em termos éticos, mas também ajuda o movimento da própria economia. Para cada real gasto com o Bolsa Família, o multiplicador na demanda agregada é de R$ 1,78, enquanto cada real que se gasta com a Previdência, representa apenas R$ 0,52.

Após protestos e bate-boca, senadores aprovaram a reforma trabalhista em julho (Crédito:Edilson Rodrigues)

DINHEIRO – Uma das críticas à reforma é de que ela dificultará o acesso de idosos pobres ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). Trata-se de uma medida realmente necessária?

NERI – Eu acho que sim. Existe um descolamento entre o BPC e o Bolsa Família, que são duas políticas de combate à pobreza. Eu acredito que deveria ter um tratamento mais igualitário para os dois programas. O BPC está aumentando de tamanho e está ficando ainda mais desalinhado com o Bolsa Família. No Brasil, seja na aposentadoria rural, seja no BPC, nós fizemos aposta nos idosos como redistribuidores de renda na economia. Não acho que seja uma boa aposta, que olhe para frente ou para quem necessita mais. Eu prefiro a estratégia do Bolsa Família, que dá o dinheiro para os mais pobres, para a mãe, e exige que o filho vá para a escola. Esta estratégia é mais portadora de futuro.

DINHEIRO – A reforma trabalhista impacta de forma positiva ou negativa os mais pobres?

NERI – É complicado de avaliar. Acho que ela contém alguns ingredientes positivos, porque nós temos uma legislação trabalhista muito antiga. Existia um processo de judicialização na Justiça do Trabalho que impõe incertezas que afetam os trabalhadores e os empregadores. As leis precisam se ajustar. Não estou assinando embaixo todas as cláusulas, mas acho que a redução das incertezas nas relações trabalhistas é um jogo ganha-ganha. Acho que há coisas que se deve tomar cuidado em um reforma, mas, em linhas gerais, ela aponta para um processo em que todos ganham. No Brasil, com a lei rígida, o destino dos pobres virou a informalidade. Cláusulas trabalhistas mais duras deixam de fora os mais pobres, que viram informais.

DINHEIRO – Como o sr. avalia a política social do governo Temer?

NERI – Acho que o social, em geral, não tem sido discutido. Não quero fazer avaliação de governo A, B ou C, mas acho que a sociedade brasileira, por preferência revelada, assumiu a bandeira da desigualdade até a crise. Acho que, agora, o tema está saindo do debate público. A sociedade está bastante polarizada e nós poderíamos ter mais cuidado com os mais pobres. As crises de 1999 e 2003 gestaram e pariram programas importantes, como o Bolsa Escola e o Bolsa Família. Eu não vejo, embora reconheça certa excelência no Ministério de Desenvolvimento Social no sentido de novas formas de medir pobreza, uma demanda da sociedade para questões de pobreza.

DINHEIRO – Diante do quadro fiscal e das iniciativas para controle de gastos, os programas de transferência de renda correm risco?

NERI – Tem sempre o risco de congelamento, mas acho que o Bolsa Família deveria ser um aliado do ajuste fiscal, porque para cada real gasto, uma proporção muito maior chega aos mais pobres. Ele é muito mais eficiente que o BPC em fazer a roda da economia girar. Uma crise fiscal sempre coloca em risco a atuação do Estado na economia, por isso é importante fazer reformas, porque o governo tem de optar por aquilo que quer fazer, tem de escolher o melhor caminho entre todas as alternativas. Acho que existe um risco grande para atuação do Estado na economia, mas acho que isso não é culpa do ajuste fiscal. O ajuste fiscal tenta consertar ou lidar com o problema.

DINHEIRO – O sr. acredita que podemos ver uma ascensão das classes mais baixas como aconteceu entre 2001 e 2014?

NERI – Acho difícil, porque foi um fenômeno raro não só em termos da história brasileira, mas mundial. A pobreza no Brasil caiu 73% de 1990 até 2015. Ela recuou mais que a pobreza mundial, que teve um período excepcional graças à Índia e à China, quando caiu 70%. É um fenômeno raro. Só que, neste processo, o Brasil consumiu suas reservas fiscais, aumentou a carga tributária ao limite e, mesmo assim, continuou o tempo todo subindo gastos. Nós não conseguimos promover ganhos de produtividade significativos. O Brasil aumentou, desde 1980, a escolaridade depois de anos de níveis baixos, mas não soubemos transformar isso em produtividade. O Brasil trilhou décadas perdidas na economia, mas não foram décadas perdidas no social. Só que os ganhos sociais acabaram se revertendo menos em ganhos econômicos. Nossa produtividade passou incólume com o aumento de escolaridade, o que indica que ela tem algum problema econômico. A agenda social no Brasil ficou desconectada da agenda econômica e nós devemos tomar cuidado para não fazer uma agenda econômica desconectada da social.


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