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Os cinco momentos do Fórum de Davos

Os cinco momentos do Fórum de Davos

O presidente americano, Donald Trump, participa do fórum de Davos - AFP

Do duelo entre Donald Trump e Greta Thunberg aos acordos comerciais “express”, passando pela promessa de plantar bilhões de árvores para salvar o planeta, seguem abaixo os cinco momentos do fórum de Davos, que terminou nesta sexta-feira na Suíça:

– Apocalipse iminente –

O confronto entre a ativista sueca Greta Thunberg e o presidente dos EUA, Donald Trump, marcou os quatro dias do Fórum Econômico Mundial (WEF), que reúne todos os anos a elite da política e das finanças na Suíça.

“Temos que rejeitar os eternos catastrofistas e suas previsões de apocalipse”, afirmou Trump na terça-feira em um discurso, acusando aqueles que alertam sobre a seriedade da situação de serem “herdeiros das cartomantes tolas do passado”. Thunberg, de 17 anos, estava na sala e o ouviu impassível.

A ativista repetiu que “nossa casa está queimando” e não se intimidou apesar da ofensiva americana, mesmo quando um conselheiro de Trump a aconselhou a “estudar antes de falar”.

Nesta sexta-feira, no entanto, fez uma avaliação pessimista do fórum e disse que todas as suas alegações “foram totalmente ignoradas”.

– Um bilhão de árvores –

O Fórum Econômico Mundial, às vezes acusado de hipocrisia climática pela chegada incansável de helicópteros e limusines, decidiu este ano mostrar seu lado mais verde.

Além de proibir utensílios de uso único e oferecer alimentos com “proteínas alternativas” (ou seja, sem carne), o WEF lançou uma ambiciosa campanha para plantar ou salvar “um bilhão de árvores”, o que permitiria capturar CO2, mas que não tem nenhum efeito nas emissões.

Uma iniciativa para unificar projetos similares em todo o planeta que teve inclusive a aprovação de Donald Trump.

– Acordos rápidos –

Após a trégua comercial entre a China e os Estados Unidos, a febre para fechar pactos comercias parecia dominar Davos.

Trump disse que poderia fechar este ano um acordo comercial com a União Europeia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi ainda mais longe e falou de “algumas semanas”.

Mas o prazo surpreendeu inclusive em Bruxelas, levando em conta a enorme complexidade desse tipo de negociação.

“Honestamente, não entendo nada”, reconheceu o eurodeputado alemão Bernd Lange, presidente da comissão de Comércio Internacional da Eurocâmara.

– Fogo, eletrecidade e inteligência artificial –

O presidente da Alphabet (Google), Sundar Pichai, assegurou que a inteligência artificial será para a humanidade uma mudança “mais profunda que o fogo e a eletricidade”.

Ren Zhengfei, fundador da Huawei, gigante chinesa da tecnologia, comparou-a às armas nucleares.

“Nasci quando a bomba atômica explodiu no Japão. Quando eu tinha seis anos, era o que as pessoas mais temiam. Mas se olharmos para o passado, veremos os grandes benefícios da energia atômica. E a inteligência artificial não causou tanto dano como a bomba atômica”.

– “Criminosos” do clima –

Este ano, numerosas ONGs foram vistas novamente em Davos, apesar da contradição que às vezes envolve criticar as elites e participar de sua reunião anual por excelência.

É o caso do anticapitalista Micah White, um dos promotores do movimento Occupy Wall Street, que admitiu que vir a Davos pode parecer contraditório, embora tenha prometido, é claro, evitar “champanhe e caviar”.

Outros têm uma atitude muito mais ofensiva, como Jennifer Morgan, diretora executiva do Greenpeace.

“Em todas as conversas que tenho aqui, tento escancarar a verdade [sobre o clima] diante dos poderosos… mas é estranho: é como uma zona de guerra ambiental ou uma cena de crime em que todos os criminosos estão à sua frente”, disse à AFP.

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