Ciência

Opas recomenda priorizar testes rápidos de antígenos ante sintomas de Covid

Opas recomenda priorizar testes rápidos de antígenos ante sintomas de Covid

Amostra de sangue é colhida na Colômbia para realização de teste rápido - AFP/Arquivos

Em meio à disseminação sem precedentes da Covid-19 pelas Américas, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) pediu nesta quarta-feira que se aproveitem os testes rápidos de antígenos em pessoas sintomáticas.

“Pedimos aos países que ampliem os testes em nível comunitário, para aliviar a pressão sobre os hospitais”, disse a diretora da Opas, Carissa Etienne, em entrevista coletiva. “Como enfrentamos uma escassez de testes, a Opas recomenda que os países priorizem testes rápidos de antígenos em pessoas que apresentem sintomas e correm o risco de espalhar o vírus”, ressaltou.



“É fundamental que os países usem os testes com sabedoria”, enfatizou Carissa. Desde o começo da pandemia, foi adotado como método de diagnóstico de referência o teste PCR, bastante preciso, mas que requer uma análise laboratorial. Posteriormente, a OMS aprovou os testes rápidos de antígenos “acessíveis e confiáveis”.

– Pico no Caribe –

Segundo a Opas, apenas na última semana as Américas registraram quase 7,2 milhões de novos casos de Covid e mais de 15.000 mortes relacionadas à doença. “Ainda estamos no meio da pandemia”, enfatizou Carissa, citando novos picos de infecções, não apenas da variante Delta, mas também da Ômicron, prestes a desbancá-la como dominante.

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Os Estados Unidos e o Canadá continuam experimentando um aumento nas hospitalizações por Covid, enquanto Panamá, Costa Rica e Honduras registram o maior número de novas infecções na América Central, com mais do dobro dos casos registrados na semana anterior.

O Caribe observa o aumento mais acentuado das infecções por Covid desde o começo da pandemia, há dois anos. Brasil, Colômbia, Peru e Bolívia também tiveram um aumento dos casos, enquanto as internações crescem no Paraguai, Uruguai e Argentina.


– ‘Mais ativamente do que nunca’ –

“Embora as infecções pela Ômicron pareçam mais leves, continuamos pedindo cautela, porque o vírus se espalha de forma mais ativa do que nunca”, ressaltou Carissa, alertando que ele pode ser fatal em pessoas não vacinadas ou com doenças preexistentes.

“A Ômicron causa internações e mortes, e, mesmo os casos menos graves, inundam os centros de saúde. A nova onda de contágios não é, de forma alguma, leve para os nossos sistemas de saúde”, advertiu a diretora.

Mais de 60% dos habitantes da América Latina e do Caribe completaram o esquema de vacinação, mas 10 países não atingiram a meta de 40% da população imunizada até 31 de dezembro de 2021. Entre eles, o Haiti é o único que não atingiu 20%, o mínimo para atender às equipes de saúde e à população mais vulnerável.

A meta da Opas é vacinar pelo menos 70% da população das Américas até meados de 2022.