Dinheiro na Semana

Onyx assume ter recebido R$ 300 mil de propina da JBS

Crédito: Edu Andrade

Na segunda-feira 3, o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, admitiu ter recebido R$ 300 mil de propinas da JBS. O crime aconteceu num esquema de caixa 2, durante as campanhas eleitorais de 2012 e 2014. A confissão do ministro faz parte de um acordo de não persecução penal com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Pelo arquivamento da ação, Onyx aceitou pagar multa de R$ 189 mil. O acordo ainda precisa ser homologado no Supremo Tribunal Federal (STF) e determina que, para não ser punido, o ministro tem de admitir a prática de crime sem violência ou grave ameaça. No STF, o caso será analisado pelo ministro Marco Aurélio Mello. Ao confessar ter embolsado da JBS R$ 100 mil em 2012 e R$ 200 mil em 2014, Onyx criou, ao mesmo tempo, um problema para Bolsonaro. O presidente, agora, tem duas alternativas: ou demite seu amigo e ministro da Cidadania, ou assume que seu governo tem um corrupto confesso no alto escalão.

Petrobras sofre prejuízo de R$ 2,7 bilhões no 2º trimestre

Agência Petrobrás

A pandemia do coronavírus afetou fortemente os negócios da Petrobras. A companhia apresentou prejuízo líquido de R$ 2,7 bilhões no segundo trimestre, ante lucro de quase R$ 18,9 bilhões no mesmo período de 2019, quando a empresa havia registrado o melhor resultado trimestral da sua história. Apesar do forte tombo, a petroleira afirmou que houve melhora em relação ao primeiro trimestre deste ano, quando o prejuízo observado foi de R$ 48,5 bilhões. Segundo comunicado da companhia, essa melhora deveu-se principalmente à ausência de impairments no período e ao ganho proveniente da exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Confins, após decisão judicial. A Petrobras informou que, não fosse por isso, “o resultado teria sido pior, devido aos impactos da Covid-19 em nossas operações, com reflexo nos preços, margens e volumes, e à implementação dos planos de demissão voluntária”.

Exportação de açúcar tem alta de 91,5%

Divulgação

O agronegócio nacional continua fazendo bonito em dias de crise econômica. Na segunda-feira (3), o governo federal anunciou que as exportações de açúcar em julho quase que dobraram em relação ao mesmo período de 2019. No mês, as vendas do produto ao exterior alcançaram 3,5 milhões de toneladas, alta de 91,5% sobre julho do ano passado, quando as exportações ficaram pouco acima de 1,8 milhões de toneladas. A soja também registrou alta no comércio para outros países, passando de 7,4 milhões de toneladas em julho de 2019 para 10,4 milhões no mesmo mês deste ano, crescimento de 40,5%.

Um SUV no topo dos mais vendidos

Nunca um SUV conseguiu tal feito. Nem mesmo o Ford Ecosport – primeiro da categoria a ter grande êxito no Brasil –, alcançou tamanha proeza em seus dias de glória. A façanha de ser o primeiro SUV a chegar ao topo do ranking mensal dos carros mais vendidos do País coube ao T-Cross, lançado há pouco mais de um ano pela Volkswagen. Com 10.211 unidades emplacadas em julho, o modelo da montadora alemã está fazendo um estrondoso sucesso, principalmente se considerarmos a crise econômica gerada pela Covid-19. Ele conseguiu desbancar até o Chevrolet Onix, que, pela primeira vez nos últimos 5 anos, não foi o carro mais comercializado mensalmente no cenário nacional. Outro feito notável do SUV da VW: nunca um veículo da categoria havia vendido mais de 10 mil unidades num único mês. E especialistas do setor acreditam que, pelo andar do utilitário, ele deve ganhar ainda mais força nos próximos meses. Confira os cinco modelos mais comercializados no Brasil em julho:

Cogna sofre com estreia complicada de subsidiária na bolsa dos EUA

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A semana começou dura para a Cogna. Na segunda-feira (3), as ações da empresa de educação sofreram queda de 5,2%, fechando a R$ 7,85. O número indica um tombo de quase 20% em relação ao valor de fechamento no pregão anterior – na sexta-feira (31), o papel encerrou o dia a R$ 9,80. O inferno da Cogna teve início com a estreia conturbada das ações de uma de suas subsidiárias, a Vasta, na Nasdaq, em Nova York, na própria sexta-feira. Os papéis da Vasta – empresa que presta serviços educacionais a escolas – começaram a negociar na bolsa americana com ímpeto, chegando a registrar 17% de alta. Mas o movimento logo se inverteu e as ações passaram a cair quase 12%. Enquanto isso, por aqui, as ações da Cogna refletiram essa insegurança e chegaram a desabar 14% no mesmo dia. Apesar da tensão que ainda está no ar, os especialistas seguem indicando as ações da companhia como ótima opção de compra, com preço-alvo acima de R$ 10.

Pandemia faz Disney perder US$ 4,7 bi no trimestre

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O Mickey e seus amiguinhos estão preocupados. No segundo trimestre deste ano, a corporação Walt Disney amargou um prejuízo de US$ 4,7 bilhões, ante lucro líquido de US$ 1,4 bi no mesmo período de 2019. A receita do grupo, por sua vez, sofreu redução de 42%, caindo dos US$ 20,2 bi do ano passado para US$ 11,8 bi agora. A culpa é da pandemia. Em comunicado, a empresa informou que os números refletem “os impactos do coronavírus e da mudança contínua da distribuição de filmes e televisão e do licenciamento de canais para um modelo de negócios direto ao consumidor”. A crise do coronavírus levou a companhia a fechar seus parques em todo o mundo, além de ter cancelado diversos lançamentos de filmes e paralisado produções cinematográficas em andamento.

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