Sustentabilidade

ONG acusa YouTube de orientar usuários para vídeos que negam crise climática

Crédito: AFP/Arquivos

No último trimestre de 2019 o YouTube registrou US$ 4,7 bilhões com a venda de anúncios (Crédito: AFP/Arquivos)

A ONG americana Avaaz acusou o YouTube, nesta quinta-feira (16), de direcionar milhões de usuários para vídeos que negam as mudanças climáticas e pediu à plataforma de vídeo que abandone “a promoção gratuita da desinformação”.

Em resposta ao relatório do grupo de ativistas da Avaaz, o YouTube disse que minimiza o impacto de conteúdo duvidoso, destaca fontes credenciadas e exibe informações em pesquisas relacionadas a mudanças climáticas e a outros problemas.

Propriedade do gigante da Internet Google, a plataforma remove conteúdo que viola sua política contra ódio, violência e fraudes, mas se recusa a censurar outros materiais.

“Nossos sistemas de recomendação não foram projetados para filtrar ou subestimar vídeos ou canais baseados em visualizações específicas”, disse o YouTube à AFP.

A Avaaz disse que estudou os resultados das pesquisas no YouTube com as palavras “aquecimento global”, “mudança climática” e “manipulação climática” para ver o que a plataforma oferecia no próximo vídeo, ou como sugestão.

A pesquisa aponta que 16% dos 100 vídeos mais exibidos com a pesquisa “aquecimento global” continham informações erradas, segundo a ONG.

Entre esses conteúdos, os dez mais relevantes tiveram mais de um milhão de visualizações cada, informou a Avaaz.

A quantidade de vídeos potencialmente enganosos subiu para 21% no YouTube, se os termos de pesquisa fossem “manipulação climática”, mas caiu para 8% com as palavras “mudança climática”, segundo a mesma fonte.

“Não tem nada a ver com liberdade de expressão, mas com publicidade gratuita”, disse Julie Deruy, ativista da Avaaz.

“O YouTube está dando vídeos objetivamente errados que podem confundir as pessoas sobre uma das maiores crises do nosso tempo”, acrescentou.

A AFP fez uma pesquisa no YouTube, usando as palavras “aquecimento global”.

O resultado foi uma página encabeçada por um resumo sobre o tópico retirado da Wikipedia e um link para o artigo completo da enciclopédia on-line.

A lista de vídeos sugeridos sobre esse assunto apresentou como fontes, principalmente, National Geographic, NASA, Ted e grandes mídias como CBS, PBS ou Sky News.

No ano passado, a utilização de canais de fontes respeitáveis aumentou cerca de 60%, segundo o YouTube.

A Avaaz pediu ao YouTube para remover os vídeos enganosos sobre mudanças climáticas de suas recomendações e garantir que eles não ganhem dinheiro com os anúncios da plataforma.

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