Agronegócio

OIC: exportações globais de café diminuem 3,6% em janeiro, para 10,21 mi de sacas

São Paulo, 4 – As exportações globais de café somaram 10,21 milhões de sacas em janeiro, uma redução de 3,6% ante o volume de janeiro de 2020, de 10,59 milhões de sacas, informou nesta quarta-feira (3) a Organização Internacional do Café (OIC), em relatório mensal.

Segundo a organização, os embarques nos quatro primeiros meses da temporada 2020/21, que vai de outubro/2020 a setembro/2021, totalizaram 41,88 milhões de sacas, um aumento de 3,7% em relação às exportações de igual período do ciclo anterior, de 40,38 milhões de sacas. No período, as exportações brasileiras aumentaram 24,3%, para 16,77 milhões de sacas, disse a OIC. Os embarques brasileiros de arábica verde avançaram 26,9%, para 14,03 milhões de sacas. Já as exportações de robusta verde aumentaram 26,1%, para 1,43 milhão de sacas.

Os embarques do Vietnã entre outubro e janeiro caíram 10,4% na comparação anual, para 7,88 milhões de sacas. A queda foi motivada por atrasos na colheita e pela concorrência de outros produtores de robusta, disse a OIC. Já as exportações da Colômbia recuaram 2,9%, para 4,69 milhões de sacas.

A organização manteve sua estimativa de superávit global em 2020/21, em 5,27 milhões de sacas. De acordo com a OIC, a produção mundial total deve aumentar 1,9%, para 171,9 milhões de sacas. A produção de arábica deve crescer 5,2%, para 101,88 milhões de sacas, estimou a OIC. Já o consumo global de café deve crescer em ritmo mais lento, de 1,3%, para 166,63 milhões de sacas. Para a organização, o menor crescimento previsto para a demanda se deve às medidas de distanciamento social, que limitam o consumo fora de casa, e à lenta recuperação da economia global.

A OIC disse que, em fevereiro, a média de seu indicador composto de preços subiu 3,1%, para 119,35 centavos de dólar por libra-peso – a quarta alta mensal consecutiva. A média é a mais alta desde outubro de 2017, quando alcançou 120,01 cents/lb. “Os preços em fevereiro foram sustentados por estoques mais apertados, assim como expectativas de um déficit na próxima temporada devido a altas temperaturas e poucas chuvas no Brasil”, disse a organização.

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