Ciência

OCDE afirma que a obesidade sai caro, mas preveni-la é rentável

OCDE afirma que a obesidade sai caro, mas preveni-la é rentável

(Arquivo) Um homem obeso caminha pela cidade de Narón, na província espanhola de Corunha - AFP/Arquivos

A obesidade, que causa diabetes, doenças cardiovasculares e câncer, reduz a expectativa de vida e é cara, mas investir dinheiro para evitá-la é rentável, de acordo com um relatório publicado nesta quinta-feira pela OCDE.

Assim, para cada dólar investido, são recuperados até 6 dólares, de acordo com a análise da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O excesso de peso representa 70% dos custos dos tratamentos para diabetes, 23% daqueles para doenças cardiovasculares e 9% para o câncer nos 36 países membros da OCDE.

A organização estima que essa variável custará 425 bilhões de dólares anualmente nos 52 países analisados nas próximas três décadas.

Até 2050 serão registradas 92 milhões de mortes prematuras por doenças relacionadas à obesidade nos países da OCDE, no G20 e na UE, de acordo com este relatório.

O México será o país que sofrerá a maior redução na expectativa de vida devido à obesidade (-4,2 anos). É seguido pela Rússia e Polônia (-3,9 ambos) e Estados Unidos (-3,7). Japão (-0,9) e Índia (-1,1) fecham a lista.

Mais da metade da população de 34 dos 36 países membros da OCDE está acima do peso e praticamente uma em cada quatro pessoas é obesa.

A taxa de obesidade dos adultos na OCDE passou de 21% em 2010 para 24% em 2016, ou seja, 50 milhões a mais de pessoas. Em 2016, a obesidade afetou 28,9% dos adultos no México, 28,3% na Argentina, 28% no Chile e 23,8% na Espanha, enquanto a média nos 36 países foi de 23,2%.

Os Estados Unidos destinam 14% do orçamento em saúde para a obesidade, sobrepeso e doenças cardiovasculares, ou seja, 645 dólares per capita por ano, enquanto o México aloca 9% (62 USD) e Espanha 10% (228 USD).

Contra a obesidade, a OCDE recomenda reduzir 20% da ingestão calórica contida em alimentos ricos em açúcar, sal e gordura saturada, o que poderia impedir 1,1 milhão de casos de doenças crônicas anualmente, segundo uma análise em 42 países. A medida permitiria uma economia de US$ 13,2 bilhões anualmente e um aumento de 0,5% do PIB.

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