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Obesidade não significa risco de doenças cardíacas, diz estudo

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Saber quais genes protegem as pessoas de desenvolver doenças cardiovasculares nos ajudará a diagnosticar e tratar melhor os indivíduos com obesidade (Crédito: Pixabay)

Pessoas obesas tendem a ter níveis de glicose e lipídios no sangue prejudiciais à saúde, bem como pressão alta. Como resultado, eles correm mais risco de doenças cardiovasculares e metabólicas. Mas os cientistas observaram que até 45% das pessoas que vivem com obesidade têm pressão arterial e níveis de glicose e lipídios saudáveis ​​e, portanto, podem não estar em alto risco de contrair doenças. A razão pela qual este grupo de pessoas com obesidade permanece saudável ainda é pouco conhecida.

Agora uma equipe de pesquisadores identificou uma série de genes que estão ligados a níveis elevados de gordura corporal, além de oferecer proteção contra alguns dos impactos negativos da obesidade na saúde. Os resultados foram publicados na revista Nature Metabolism.

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Os pesquisadores afirmam que as descobertas lançam uma nova luz sobre a biologia que pode desconectar o nível mais alto de gordura corporal do maior risco de diabetes e doenças cardíacas. Os genes identificados parecem beneficiar nossa saúde, ajudando a manter um tecido adiposo saudável. Alguns dos genes podem oferecer alvos para o desenvolvimento de novas terapias que diminuem o risco de diabetes e doenças cardíacas, melhorando a saúde do tecido adiposo.

Os cientistas fizeram a descoberta analisando dados de centenas de milhares de pessoas que foram avaliadas quanto à gordura corporal e marcadores de risco de doenças. Eles identificaram 62 seções do genoma que estavam significativamente associadas a altos níveis de gordura corporal e menor risco de doenças cardiometabólicas. Análises posteriores mostraram que os genes tinham uma gama de funções no corpo, incluindo a regulação e desenvolvimento de células de gordura, distribuição de gordura corporal, bem como regulação de energia e inflamação.

Através de uma abordagem baseada em dados, os pesquisadores encontrarem novos genes associados à saúde do tecido adiposo, em vez dos genes da obesidade conhecidos associados ao sistema nervoso central, que controlam a saciedade e estão tipicamente ligados à obesidade doentia.

De acordo com a professora Ruth Loos da Icahn School of Medicine no Mount Sinai, esse novo conhecimento é um passo em direção a uma abordagem mais sutil para o tratamento da obesidade. Segundo a especialista, nem todo indivíduo com excesso de peso corre o mesmo risco de desenvolver doenças cardiometabólicas. Saber quais genes protegem as pessoas de desenvolver diabetes e doenças cardiovasculares nos ajudará a diagnosticar e tratar melhor os indivíduos com obesidade.

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