O tesouro do Itaú

Crédito: Andre Lessa / AE

Parte das 15 mil obras de arte do Instituto Itaú Cultural, dono do maior acervo corporativo da América Latina e do oitavo do mundo, está sendo exposta no Auditório da Oca, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Mas esta não é uma exposição convencional. Trata-se de 750 peças, entre quadros, esculturas e fotografias, cuidadosamente selecionadas, que contam a trajetória dos 30 anos de existência do Itaú Cultural, idealizado pelo banqueiro e colecionador Olavo Egydio Setubal (1923-2008). O valor da coleção nunca foi calculado, mas certamente é bilionário.

A primeira peça do acervo, a tela “Povoado numa Planície Arborizada” (foto 1, abaixo), pintada pelo holandês Frans Post (1612-1680), e adquirida por Setubal em 1969, é uma das obras de destaque da exposição. Há também tesouros como a escultura “Nossa Senhora das Dores” (2), concluída por Aleijadinho em 1791, e esculturas cobiçadas como “O Impossível” (3), da década de 1940, da artista brasileira Maria Martins (1894-1973).



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Há também obras-primas de Candido Portinari, Emiliano Di Cavalcanti, Victor Brecheret e Lygia Clark. Quando não estão reunidas em um único endereço, as obras ficam expostas nos mais importantes museus e galerias do País, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), além de em agências bancárias e escritórios do Itaú no Brasil e no exterior. Para o diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron, a maior exposição já realizada pelo instituto marca o início de uma nova fase para a arte e a cultura brasileira.

“Ao expor gratuitamente as mais valiosas obras de nosso acervo, em um espaço com mais de 10 mil m², estamos conectando os visitantes com o que existe de mais precioso na arte brasileira”, diz Saron. Para receber a exposição, o instituto Itaú Cultural, que investiu R$ 473 milhões em cultura, educação e mobilidade, em 2016, bancou uma reforma de R$ 800 mil na Oca.

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• O acervo de obras de arte do Itaú Cultural é o maior da América Latina e o oitavo do mundo

• Estão expostas 750 peças, de um total de 15 mil pertencente ao instituto


• Desde 1969, quando Olavo Setubal adquiriu a primeira pintura do acervo, nenhuma peça foi vendida

• Antes de se chamar Itaú Cultural, nome criado há exatos 30 anos, o instituto de chamava Galerias Itaú

• O orçamento do Itaú Cultural atingiu R$ 473 milhões no ano passado

(Nota publicada na Edição 1020 da Revista Dinheiro, com colaboração de: Hugo Cilo, Márcio Kroehn e Paula Bezerra)



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Sobre o autor

Hugo Cilo é editor de negócios da Revista DINHEIRO


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