Edição nº 1109 22.02 Ver ediçõs anteriores

O tango da CVC

O tango da CVC

Em maio do ano passado, Luiz Eduardo Falco, CEO da CVC Corp, a maior operadora de turismo do continente, disse à coluna que estava de olho em empresas na América Latina. Pois bem, na semana passada a companhia adquiriu 60,6% do controle acionário das empresas argentinas Biblos e Avantrip por US$ 5,3 milhões e outros 60% da também argentina Ola Transatlântica por US$ 14 milhões. Essas aquisições se somam a outras seis empresas brasileiras compradas nos últimos três anos por um total de R$ 1,2 bilhão. Indagado se a crise na Argentina acelerou o processo de compra que já vinha sendo negociado há mais de um ano, Falco é enfático. “No Brasil, quando há uma maxidesvalorização do dólar, o gringo entra comprando. No caso da Argentina, nós somos os gringos.” Com o negócio, as reservas do grupo CVC devem chegar no patamar de R$ 16 bilhões por ano e as compras são cirúrgicas. “O Brasil é o principal destino dos argentinos. Tem muita sinergia para a gente.”

 

Os voos de Falco

Falco, que coordenou a abertura de capital e é responsável pela estratégia de aquisições da companhia, já anunciou que sairá do comando do grupo em janeiro de 2019. “Devo permanecer no conselho, mas isso vai depender dos outros acionistas”, diz ele. Dono de uma fatia de 3,5% da CVC, ele diz que pretende “não trabalhar mais as sextas-feiras”. Mas isso não é tão simples assim. Ele ainda é conselheiro da ABC, do grupo Algar, e também é acionista da Two Flex, empresa de aviação de transporte cargas e que também opera voos regionais. “Temos 18 aeronaves pequenas que fazem rotas como Garibaldi, Caxias do Sul, entre outras”, diz Falco. O executivo também é sócio da Flex, que faz manutenção de jatos executivos.

(Nota publicada na Edição 1086 da Revista Dinheiro, com colaboração de: Cláudio Gradilone e Priscilla Arroyo)


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