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O que realmente cria culturas organizacionais de sucesso

Que o mundo mudou — e não me refiro ao coronavírus — todos sabemos. A forma como lidamos com o trabalho é outra, muito em função de transformações nas organizações, que até um passado não tão distante se preocupavam apenas com bons salários para atrair as melhores cabeças e assim impulsionar seu desenvolvimento.

Crédito: Evandro Rodrigues

O que irá garantir a atração e a retenção dos melhores talentos e ajudar a criar uma organização de sucesso é a construção de uma cultura de alta performance. Para isso, é fundamental que a empresa tenha um ambiente pautado por autonomia, meritocracia, pessoas inspiradoras e uma visão estratégica definida.

Na busca incansável de se diferenciar e construir esse ambiente engajador e dinâmico, muitas empresas entenderam errado o recado. A nova realidade não pede tobogãs no meio do escritório ou dias de trabalho ao lado de animais de estimação na ilusão de tentar criar um ambiente criativo, moderno, que supostamente atenda às necessidades das novas gerações. Ainda que a intenção seja boa, piscina de bolinhas no escritório ou trabalhar deitado na rede está longe de ser a mudança que vai atrair talentos, muito menos o que irá construir uma cultura de resultados e propósito. Algumas corporações que optaram por esse caminho acumulam semestres de resultados abaixo da expectativa.

Então, como construir um ambiente dinâmico, uma cultura organizacional que gere propósito e engaje os times verdadeiramente, mas mantenha o foco no resultado? O segredo está na combinação de fatores. Um é ter visão estratégica clara e objetivos mensuráveis e transparentes sobre o que se espera de cada time. Outro: um ambiente apaixonante e com lideranças inspiradoras que criem e envolvam emocionalmente os times não só em um propósito, mas em uma jornada. Pode parecer simplista, mas não é. Juntos, esses dois fatores se retroalimentam.

A construção de um ambiente engajador e apaixonante está baseada em três pilares que precisam coexistir:

1. Garantir que os colaboradores estejam envolvidos em atividades que os instiguem e que proporcionem evolução. O que chamo de “gostar do que faz”. E isso é diferente de fazer o que gosta. O profissional precisa sentir-se útil e desempenhar com prazer suas atividades.

2. Criar um propósito e atitudes corporativas que gerem orgulho nos times. Ações que podem ir do envolvimento com demandas da sociedade em geral e que mexam com o sentimento dos funcionários. Por exemplo, a criação de programas de seleção destinados à inclusão de grupos minoritários e minorizados e que proporcionem diversidade no ambiente corporativo. Não é discurso. É prática!

3. Ter gestores que inspirem, motivem e deem o seu melhor para o desenvolvimento dos seus diretos. Os gestores precisam se preocupar de forma autêntica com o desempenho das pessoas, pensando sempre em como fazer para melhorar a comunicação, a performance, a capacitação, mostrando real preocupação com o time. Quando conseguimos manter esses três pilares juntos, temos um time imbatível, que irá proteger e conquistar os objetivos e a visão estratégica da companhia. Isso reduz o número de cobranças e dá autonomia aos times, já que todos estarão comprometidos com os resultados e com a jornada.

Mas, por onde começar? Comece mensurando. Medir o interesse dos times sobre o que fazem, o orgulho que sentem a respeito das ações corporativas, o quanto eles se identificam com o seu propósito e, por fim, mensurar e incentivar um comportamento inspirador dos gestores. A medição trará à tona o tamanho do desafio para alcançar uma cultura de alta performance. Alcançá-la requer dedicação. Haverá desafios no caminho, mas é possível.

*Heverton Peixoto é CEO da Wiz. A partir desta semana, passa a assinar a coluna Propósito, foco e resultado no site istoedinheiro.com.br

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