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O que o aumento da integração entre pessoas e tecnologia ensina para o futuro

Há décadas, a tecnologia se faz presente do início ao fim do dia. Desde acordar ao som do despertador programado no smartphone até interromper o consumo de conteúdo e ir dormir. É novo, porém, o cenário em que a tecnologia é fonte quase exclusiva de contato humano.

Crédito: Evandro Rodrigues

Neste momento, é o grande pilar de sustentação da sociedade, promovendo a manutenção das relações interpessoais e também da força de trabalho, mesmo a distância. O impacto direto na maneira e intensidade com que as pessoas interagem com os recursos tecnológicos tem causado uma série de reflexões no mercado, principalmente sobre o que essa situação ensina para o futuro.

Nos últimos meses, temos visto o smartphone se consolidar como centro de recursos e serviços. No âmbito pessoal, oferece formas para interagir com pessoas queridas, guias para atividades focadas em saúde e bem-estar, jogos eletrônicos e acesso a plataformas de streaming. Profissionalmente, favorece a manutenção de relacionamentos corporativos, possibilita a execução rápida de tarefas, organização de reuniões e verificação da agenda. Assim, é uma peça fundamental no desenrolar da rotina.

Outro aspecto que chama atenção é o modo com que as pessoas passaram a conectar seus produtos dentro de casa. Foi reforçada a visão de que smartphone, notebook, tablet e televisão podem atuar como soluções complementares, capazes de proporcionar uma experiência integrada. Um exemplo claro é o espelhamento da tela do smartphone na televisão para assistir a uma live, participar de uma videoconferência com familiares e amigos ou ver exemplos de exercícios físicos. Em lares ainda mais tecnológicos, o smartphone é também uma maneira de controlar aparelhos como aspirador, ar-condicionado, refrigerador e lavadora.

Ao analisarmos esse cenário de congruência de produtos, é reforçada a necessidade de criar, cada vez mais, um “ecossistema tecnológico”. Para isso, três pilares serão indispensáveis nos próximos anos: Internet das Coisas, Inteligência Artificial e 5G.

Com as pessoas utilizando o smartphone como um centro de serviços e de gerenciamento de outros equipamentos, o conceito de Internet das Coisas ganhará força e passará a ser um componente ainda mais relevante ao projetar uma solução. E a chave para intensificar este desenvolvimento está justamente na chegada da rede de comunicação 5G, aumentando em grande escala a velocidade de transmissão de dados e, consequentemente, a confiabilidade da conectividade desses produtos.

A Inteligência Artificial (I.A.), por sua vez, estará intrinsecamente conectada a tudo isso. Atualmente, a I.A. já está presente em muitos componentes de um smartphone, desde os que asseguram a qualidade de uma foto até aqueles que reconhecem o padrão de uso e otimizam o funcionamento de acordo com cada situação. Em alguns anos, no entanto, será posicionada como o elo de conexão entre pessoas e soluções tecnológicas, como assistentes pessoais, e aumentará significativamente as possibilidades de realização de tarefas com um simples comando de voz.

Como reflexo imediato de mercado, veremos consumidores ainda mais exigentes, buscando dispositivos que estejam diretamente conectados às suas necessidades diárias, pessoal e profissionalmente. E a indústria deverá estar preparada para atender a essas demandas, reforçando o princípio de que a tecnologia é um caminho para o desenvolvimento e auxílio na resolução de questões sociais. Entre tantas dúvidas sobre o que está por vir, uma certeza é a de que as pessoas sairão mais tecnológicas deste período. E as empresas, ainda mais humanizadas.