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O que explica internações e óbitos mesmo com imunização completa?

Crédito: Reprodução/Pexels

As vacinas têm uma eficácia analisada na fase três do desenvolvimento, mas essa porcentagem de eficiência não garante 100%, sobretudo, na vida real. (Crédito: Reprodução/Pexels)

Relatos nas redes sociais contam histórias de pessoas que se infectaram por covid-19 ou morreram de complicações da doença mesmo após tomarem a vacina. A morte do cantor Agnaldo Timóteo, em março de 2021, dois dias após receber a segunda dose da vacina reacendeu dúvidas e também desconfianças infundadas sobre a real proteção gerada pelos imunizantes. Mas, o que pode explicar essas ocorrências?



As mortes de pessoas por Covid, após terem sido vacinadas no Brasil, têm sido raras. Especialistas explicam que o risco de óbito pela doença existe, mesmo após a imunização, independentemente de qual vacina tenha sido aplicada. Isso porque, embora sirvam como escudo, nenhuma delas tem 100% de eficácia.

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Os óbitos pós-vacinação são eventuais e podem ser explicados por distintos fatores, tais como:

  • Nenhuma vacina tem 100% de eficácia;
  • A vacina não impede de contrair Covid-19, mas na grande maioria dos casos evita a gravidade e até morte;
  • Há situações de pacientes idosos ou doentes crônicos com quadros agravados enquanto a vacina ainda não fez efeito;
  • Apesar das chances de óbitos serem pequenas, quanto mais o vírus circula, maior é a possibilidade de o imunizante falhar
  • As vacinas são seguras e funcionam como redutores de riscos, e, por isso, garantir a imunização massiva da população é um dos passos fundamentais para restringir mais ainda as chances de morte. Como nenhuma vacina tem 100% de eficácia, as doses podem não ter produzido o efeito esperado e haver contaminação e óbito.

O imunologista e professor da Universidade Federal do Ceará, Edson Teixeira, explica que as vacinas têm uma eficácia analisada na fase três do desenvolvimento, tem uma eficiência observada depois na população real, mas essa porcentagem de eficácia ou eficiência não garante 100%, sobretudo, na vida real.



Outra dimensão a ser considerada nessas situações é que, em territórios nos quais a pandemia está descontrolada e o distanciamento social é baixo, mais infecções podem ocorrer mesmo entre os vacinados, devido à intensa circulação do vírus.

“Por isso, enquanto a gente não atingir um número de cobertura vacinal perto dos 60%, 70%, até 80% da população, o vírus vai continuar circulando. Por isso que a gente tem que ter cuidado mesmo após a vacinação. Isso não deve nos desencorajar a tomar a vacina, muito pelo contrário, é preciso reconhecer essas coisas e verificar que quem está vacinado tem chance muito menor de adoecer”, acrescenta o professor.

Já destacado pelas autoridades sanitárias e reforçado pelo professores, é essencial que mesmo após vacinada, a população mantenha os cuidados como: uso correto de máscara, higienização constante das mãos, distancimento social e evitar permanecer em ambientes fechados com inúmeras pessoas.

EFICÁCIA X EFETIVIDADE
O biomédico e microbiologista, Samuel Arruda, reforça que inclusive nenhuma medicação, mesmo sendo avaliada, “pode garantir 100% de eficácia, e nem de efetividade”. Mas, qual a diferença entre os dois conceitos?

Em termos gerais, a eficácia de uma vacina é calculada nos testes clínicos em laboratórios com grupos de voluntários que participam da análise, enquanto a efetividade é medida no “mundo real”, quando a vacina é, de fato, aplicada na população.

“Quando a gente vai avaliar um teste em laboratório, um estudo, o que a gente está avaliando é a eficácia da vacina. Quantos indivíduos serão protegidos pela vacina em um ambiente controlado. Já quando a gente passa a falar de efetividade é quando essa vacina vai ao público e, ali ela vai encontrar outros grupos de indivíduos, características no mundo real que ela não encontrou no ambiente laboratorial”, explica Samuel Arruda.


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