Semanal

O que esperar do Copom

Crédito: Agência Brasil

Banco Central: há quatro semanas o prognóstico do mercado para a Selic estava em 5,50% hoje está em 6,25%; isso muda os cálculos e as expectativas para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 15 e 16 de junho (Crédito: Agência Brasil)

Divulgada na manhã desta segunda-feira (14), a edição mais recente do Relatório Focus mostra que os especialistas do mercado financeiro refizeram as contas para os juros e para a inflação esperados para 2021. A maior mudança foi na taxa de juros esperada para o fim do ano. Agora, a Selic prevista pelo mercado é de 6,25% ao ano. Na semana passada, essa projeção era de 5,75%, e há quatro semanas o prognóstico estava em 5,50%.

Mercado financeiro aumenta previsão para a Selic

Isso muda os cálculos e as expectativas para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 15 e 16 de junho. Na reunião anterior, realizada em abril, a taxa Selic foi elevada de 2,75% para os atuais 3,50%, e o Copom praticamente anunciou uma nova alta de 0,75 ponto percentual, elevando a Selic para 4,25% ao ano. Esse é o resultado esperado. Algo diferente disso poderia provocar uma turbulência enorme no mercado, e é pouco provável que o Copom resolva correr esse risco.

Porém, as mudanças nas expectativas do Focus indicam que, na avaliação do mercado, o comportamento do Copom nas quatro reuniões agendadas para o segundo semestre deve ser diferente do esperado. Até a semana passada, as projeções eram de uma elevação de 1,5 ponto percentual na Selic. Os analistas que previam um Copom mais duro imaginavam duas elevações de 0,75 ponto percentual durante o terceiro trimestre. Quem previa um Copom mais sutil imaginava três aumentos de 0,5 ponto percentual. Agora, o mínimo esperado é um aumento desse porte em cada uma das reuniões.



No entanto, nem isso é garantido, devido ao comportamento da economia como um todo. A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 foi elevada de 4,36% para 4,85%. Há quatro semanas, a estimativa era de 3,45%. Se esses números parecem pequenos, sempre é bom lembrar que o PIB brasileiro foi de R$ 7,4 trilhões em 2020. Assim, esse 1,4 ponto percentual representa R$ 103,6 bilhões a mais injetados na economia ao longo do ano.

Esses números parecem animadores. No entanto, projeção e realidade são diferentes. Nesta manhã, o BC também divulgou seu nível de atividade, o IBC-Br referente a abril. O crescimento ante março foi de 0,44%, considerando-se o dado com ajuste sazonal. Em relação a abril de 2020, considerando-se o número sem ajuste sazonal, o avanço foi de 15,92%. Ambos os números vieram um pouco abaixo das projeções dos especialistas.

Qual a conclusão de tudo isso? Em um primeiro momento, os números para a economia esperados em 2021 parecem promissores. Porém, esse otimismo está sujeito a incertezas. Uma economia mais fraca do que o esperado pode conter o movimento de alta dos juros e obrigar o mercado a refazer suas contas.

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