O otimismo como motor de arranque

O otimismo como motor de arranque

Desde a posse do presidente Jair Bolsonaro ocorreu uma clara e concreta mudança de humor entre empresários e executivos da produção. Foi como se uma nova brisa de otimismo tivesse tomado conta do empreendedorismo brasileiro. Aqui e no mundo, todos sabem, essa é a força vital que move transformações. O primeiro e talvez mais consistente instrumento de reação à paralisia econômica e à recessão que castigaram o País por ao menos quatro anos. No exato momento em que o governo completa os seus primeiros noves meses de gestação, esse entusiasmo parece revigorado.

Ações concretas como a do início do programa de privatizações — que deve promover o maior repasse de estruturas do Estado em toda a história — e o avanço de medidas importantes como a da Reforma da Previdência e a da MP de Liberdade Econômica, que destrava o ambiente de negócios, servem de combustível para uma decolagem firme e sustentável da economia. A estabilidade dos instrumentos monetários, entre eles a inflação controlada abaixo dos 4% ao ano e a taxa de juros no menor patamar já visto até aqui, são um estimulo adicional a esse ciclo virtuoso que parece estar em gestação e que já começa a se refletir inclusive nos resultados das empresas — muitas das quais entre as vencedoras deste ranking.

A 16º edição do anuário AS MELHORES DA DINHEIRO traz uma boa pista de como a retomada pode se dar e consagra o desempenho e a luta pela eficiência de centenas de companhias que atuam por aqui. Para o balanço geral desse ano, 22 setores foram analisados sob os critérios de governança corporativa, gestão financeira, responsabilidade social, recursos humanos, inovação e qualidade. Assim se chegou à grande campeã entre as mil aqui listadas.

Há no conjunto dessas vitoriosas um traço em comum: a superação. Dia após dia elas dão demonstrações caudalosas nesse sentido. São corporações que servem de referência pelo exemplo que trazem de persistência. Buscando caminhos em meio a uma conjuntura adversa, expandindo horizontes de vendas, revendo operações, encolhendo custos e perseguindo a produtividade. Tudo na luta para permanecerem vivas e atuantes. É desse amálgama de resistência que se faz o empreendedorismo brasileiro, representado aqui por inúmeros casos dignos de reconhecimento.

Em 2018, as dez maiores empresas do Brasil faturaram, em conjunto, R$ 1,39 trilhão, contra R$ 1,28 trilhão do ano imediatamente anterior. Isso significou um crescimento de 8,6% (incremento de R$ 110 bilhões no resultado em conjunto), muito mais que o verificado no índice do PIB no período, que ficou em 1,1%. Três das cinco maiores empresas nacionais tiveram lucro da ordem de R$ 25 bilhões, de acordo com dados da Standard & Poor‘s e Economatica, consolidados nesse anuário.

São demonstrações eloquentes de que a atividade produtiva está procurando saídas e encontrando, por meio da criatividade, maneiras de crescer. As fórmulas traçadas por esse conjunto de empresas analisadas constituem uma verdadeira bíblia de lições para todos que pretendem empreender no Brasil. Os casos relacionados desvendam o segredo da evolução em diversas áreas de atuação através de diferentes escolhas, todas acertadas, que nos dão motivos para sermos otimistas.

Veja também

+ Grave acidente do “Cake Boss” é tema de reportagem especial

+ Ivete Sangalo salva menino de afogamento: “Foi tudo muito rápido”

+ Bandidos armados assaltam restaurante na zona norte do RJ
+ Mulher é empurrada para fora de ônibus após cuspir em homem
+ Caixa substitui pausa no financiamento imobiliário por redução de até 50% na parcela
+ Teve o auxílio emergencial negado? Siga 3 passos para contestar no Dataprev
+ iPhone 12: Apple anuncia quatro modelos com preço a partir de US$ 699 nos EUA
+ Veja mudanças após decisão do STF sobre IPVA
+ T-Cross ganha nova versão PCD; veja preço e fotos
+MasterChef: competidora lava louça durante prova do 12º episódio’
+As 10 picapes diesel mais econômicas do Brasil
+ Cozinheira desiste do Top Chef no 3º episódio e choca jurados
+ Governo estuda estender socorro até o fim de 2020
+ Pragas, pestes, epidemias e pandemias na arte contemporânea
+ Tubarão-martelo morde foil de Michel Bourez no Tahiti. VÍDEO

+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?


Mais posts

O Brasil com Biden

Não dá mais para descartar a hipótese, cada vez mais concreta, de um novo governo nos EUA com o qual a bajulação bolsonarista não terá [...]

Hora do sufoco

É do conhecimento até do mundo mineral que as contas e perspectivas econômicas brasileiras não vão nada bem. Pois as novas projeções do [...]

O crescimento em “v”

Vivemos a ilusão de uma rápida, consistente e tranquila retomada econômica, no ritmo que os membros da equipe do ministro Paulo Guedes [...]

A pedalagem do renda cidadã

Foi um truque. Uma tentativa rasa de enganar a turba. O governo não se emenda. Tentou mudar o nome, de novo, do Bolsa Família – que já [...]

Lá vem o buraco fiscal

O primeiro sinal veio em forma de flexibilização da regra do teto, em uma área específica, já no corrente ano. O Congresso Nacional [...]
Ver mais

Copyright © 2020 - Editora Três
Todos os direitos reservados.

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicaçõs Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.