Dinheiro em foco

“O modelo que adotamos, crowdfunding para imóveis, é uma tendência mundial”

Crédito: Divulgação

Quem é Francisco Perez: Cofundador da Glebba; Matemático e engenheiro eletricista; Ex-diretor do Banco Alfa e da Inseed Investimentos. (Crédito: Divulgação)

Para um dos fundadores e sócio da Glebba, plataforma de investimento coletivo (crowd-funding) para imóveis, o modelo proporciona vantagens aos investidores em termos de rendimento. Ele falou à DINHEIRO sobre as metas da empresa para o segundo semestre.

Como funciona o crowdfunding para o setor imobiliário?
A Glebba é uma plataforma de investimento coletivo, que envolve o mundo financeiro mais o imobiliário. Ela tem como objetivo o retorno financeiro nas alocações de recursos. O sistema é autorizado e fiscalizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por meio de uma instrução específica publicada em julho de 2017. Quando uma incorporadora vai fazer o lançamento de um condomínio residencial ela pede as aprovações e obtém o registro imobiliário. Isso é importante porque se não tiver registro imobiliário não sobe na plataforma. No Brasil, o registro imobiliário é o que define se há de fato o empreendimento. A incorporadora, então, chega até a gente pelos canais digitais oferecidos na plataforma. Esse projeto é analisado do ponto de vista mercadológico, financeiro e jurídico. Tudo dentro das regras da CVM. Na outra ponta, os potenciais investidores analisam as informações e, havendo interesse, alocam recursos.

E de quanto é essa rentabilidade, em média?
Cada empreendimento oferece um tipo de rentabilidade. Hoje fica entre 10% e 12% ao ano. Já houve ofertas com rentabilidade maior, quando a Selic era mais alta. Temos um algoritmo que calcula o risco do empreendimento e atribui uma nota de rating. Por meio dessa nota é definida a taxa de retorno que deve ser paga ao investidor. Se o empreendimento tiver um risco maior, ele precisa pagar uma taxa maior. A tendência é de queda na taxa de rentabilidade por conta da baixa dos juros e também porque os empreendimentos que entram na plataforma cada vez oferecem menos riscos e mais garantias. Mesmo assim, acho difícil ficar abaixo de 10%.

Por quê?
Porque o investidor não tem ainda uma intimidade muito grande com plataformas como a Glebba. Para ele ganhar confiança, tem de haver uma atratividade maior do que existe nos outros produtos para investimento imobiliário.

Qual a razão para vocês terem adotado esse modelo de negócio?
Para investir no setor sem comprar o imóvel existem hoje no mercado mecanismos conhecidos por siglas como LCI, LCA, CRI e CRA. São produtos de balcão. Então, você tem taxas de retorno bem menores com esses produtos porque há uma cadeia gigantesca e burocrática formada por bancos, securitizadoras e gestoras de fundos. Todos vão mordendo parte do dinheiro e a rentabilidade chega para o investidor de forma muito tímida. O modelo que adotamos é uma tendência mundial e elimina muitos intermediários.

Quantos empreendimentos já foram levantados pela Glebba?
Dez. E desde julho de 2018, quando fizemos nossa primeira oferta, já captamos R$ 10 milhões por meio de cerca de 2 mil investidores.

Quanto tempo essas ofertas ficam abertas?
Varia conforme o empreendimento. As primeiras levavam em torno de 60 dias. Em junho, fizemos uma de R$ 1,7 milhão que precisou de sete dias.

E qual o objetivo para este ano?
Mais seis ou sete ofertas e chegar a R$ 20 milhões em captação. Esse valor, em termos de transação imobiliária, ou seja, em Valor Geral de Vendas (VGV), vai alcançar entre R$ 700 milhões e R$ 800 milhões. Hoje, está em pouco mais de R$ 500 milhões.

O retorno leva quanto tempo?
Temos dois perfis de investidores. Um que recebe o rendimento todo no final, no vencimento do título, que varia de 18 a 24 meses, e outro, que recebe o pagamento mensal, fracionado.

SOLUÇÃO PARA LOJISTAS
Fintech corrige falhas em operações com cartões

A F360°, plataforma de gestão financeira que faz a conciliação automática de vendas por cartão, criou um indicador para acompanhar o volume financeiro recuperado por seus clientes lojistas, vítimas de cobranças indevidas em operações realizadas dentro dessa modalidade de pagamento. Segundo a fintech, em junho, as lojas e os pontos de venda que utilizam a solução da empresa conseguiram resgatar R$ 813,2 mil em suas vendas efetuadas por cartão de crédito. No acumulado de 2020 foram recuperados R$ 8,1 milhões e, desde sua criação, em janeiro de 2019, o montante é de R$ 58,9 milhões. O sistema da F360° audita as adquirentes (fornecedoras das maquininhas) em busca de falhas como transações que desaparecem dos registros e também taxas divergentes. Isso evita prejuízos para os lojistas.

CRÉDITO
Pontte estima emprestar R$ 400 milhões

Fundada em 2019, a Pontte, fintech de crédito digital especializada em home equity, completou um ano de operação em maio e observa crescimento na busca por crédito com garantia imobiliária. Apenas nos primeiros cinco meses de 2020, a realização de simulações em sua plataforma foi 60% superior aos oito últimos meses de 2019, de maio a dezembro. O valor médio de solicitação é de R$ 440 mil. Já na comparação entre o primeiro trimestre de 2020 com o último trimestre de 2019 o aumento foi de 106%. Em termos de volume, foram 2,8 bilhões de solicitações de crédito apenas em 2020, contra um total de 1,7 bilhão em todo o ano de 2019. Dessa forma, a empresa estima emprestar cerca de R$ 400 milhões ao longo deste ano.

Número da semana
R$ 3,7 BILHÕES

É o valor oferecido pelo Itaú Unibanco em linhas de crédito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), que beneficiou 37 mil micro e pequenas empresas clientes do banco que precisavam fortalecer os seus negócios e minimizar os impactos causados pela Covid-19. Até a sexta-feira (10), o banco já havia concedido 70% do valor disponível para a linha. A concessão dos 30% restantes, que correspondiam a R$ 1 bilhão, foi feita por meio do app da instituição financeira aos interessados, na segunda-feira (13), e levou apenas meia hora para ser totalmente esgotada. Houve ainda um valor extra de R$ 700 milhões, solicitado durante o fim de semana ao Banco do Brasil (administrador da linha), também já totalmente concedido.

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