Sustentabilidade

O mapa-múndi da desigualdade

O mapa-múndi da desigualdade

Nem um, nem dez, nem 100. Nos dois anos de pandemia, 573 novos bilionários surgiram no planeta. E a lista está aumentando. De acordo com levantamento da ONG Oxfam, uma nova pessoa entrou para o seleto grupo a cada 30 horas neste ano.

Diante da população global de 8 bilhões de pessoas, o número é irrisório. Mas a maior gravidade do cenário está no fato de que os dez homens mais ricos do mundo terem mais dinheiro do que a combinação de 40% da população mais pobre. Pelo relatório da entidade, enquanto existem 1,9 bilhão de pessoas em estado de pobreza no mundo, no outro extremo há 2.668 bilionários que juntos acumulam uma fortuna de US$ 12,7 trilhões.

O valor representa quase nove vezes toda a riqueza do Brasil acumulada em 2020, ou 13,9% do PIB global. Os que mais viram crescer suas fortunas de 2020 para cá foram cidadãos ligados aos ramos farmacêuticos, de energia e de alimentos. Três serviços que, se são sempre cruciais para qualquer vida digna, se tornaram ainda mais essenciais em tempos de pandemia. A desigualdade social é também nutricional, energética e de saúde.

Evandro Rodrigues

(Nota publicada na edição 1275 da Revista Dinheiro)