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“O lojista que vende por cartão de crédito pode perder 2,5% do faturamento”

“O lojista que vende por cartão de crédito pode perder 2,5% do faturamento”

Henrique Carbonell, sócio-fundador da F360º, falou à DINHEIRO sobre as metas da empresa para este ano e sobre os valores que os clientes conseguiram recuperar por meio do serviço prestado pela fintech. A F360º é uma plataforma que automatiza o processo de gestão financeira de lojas e faz a auditoria das transações de vendas realizadas por meio de cartão de crédito.

Qual a forma de atuação da F360º?
A F360º é uma plataforma que automatiza todo o processo de conciliação de cartões, de forma integrada com a gestão financeira das empresas. Nossos clientes são os pequenos e médios lojistas. Fazemos toda a auditoria das vendas por meio de cartões, mas não só as vendas. Verificamos também as taxas e o recebimento no banco dessas vendas.

E por que isso é necessário?
Por falhas nos sistemas, às vezes acontece de uma venda realizada por meio do cartão não constar dos registros da adquirente. Ou, na hora de fazer o depósito bancário, ser cobrada uma taxa maior do que a que estava no contrato. São erros aleatórios que prejudicam financeiramente o lojista. Fazer esse acompanhamento manualmente é demorado e trabalhoso e a maioria dos lojistas ainda não tem esse controle.

O que mais dá problema?
São taxas e tarifas cobradas de forma errada. Mas falhas podem acontecer em todas as etapas do processo. Em janeiro do ano passado, criamos um índice, batizado de Recuperômetro, que mostra que essas falhas representam 2,5% do valor transacionado em nossa plataforma. Isso significa que o lojista que vende por cartão de crédito e não faz auditoria pode estar perdendo 2,5% de seu faturamento em cartão. É uma perda invisível, porque não aparece em nenhum extrato.

Quanto a plataforma já conseguiu recuperar?
Em 2019, foram cerca de R$ 46 milhões. No primeiro semestre deste ano, R$ 8,1 milhões. Mas quero ressaltar que esse não é o objetivo principal da F360º. O que pretendemos é que os lojistas se conscientizem da importância da gestão financeira e que usem a plataforma com essa finalidade.
A recuperação do dinheiro é a consequência.

Quanto a plataforma movimenta por ano?
No ano passado, foram R$ 6 bilhões. Em 2018, foi algo em torno de R$ 1,5 bilhão. Essa diferença ocorreu porque tínhamos 2 mil lojas sob administração e, em 2019, ampliamos para 4,1 mil que passaram a fazer sua gestão em nossa plataforma.

Quais são as metas para 2020?
Inicialmente, o nosso objetivo era fechar o ano com R$ 18 bilhões transacionados, mas a pandemia nos obrigou a rever essa previsão. Agora, queremos atingir R$ 15 bilhões. Por incrível que pareça, não perdemos clientes. Pelo contrário, as adesões continuam, tanto que mantemos a meta de fechar o ano com 5,8 mil clientes. Isso porque os lojistas buscam formas de reduzir perdas de receita e o nosso sistema pode ajudar em problemas passados que podem ser recuperados. A nossa projeção financeira só foi revista porque, apesar de o número de clientes estar crescendo, o faturamento deles diminuiu por causa da crise.

O que a pandemia tem ensinado?
É um enorme aprendizado. Saímos mais fortalecidos, porque as pessoas estão buscando plataformas como a nossa para automatizar os processos de gestão. Quando começou a pandemia, havia alguns projetos para este ano e início de 2021 que foram antecipados. Começamos, há três semanas, a ofertar empréstimo e antecipação de recebíveis, em parceria com o BTG Pactual. Os nossos clientes vão precisar de capital de giro, e nós temos informações para uma análise de crédito mais assertiva dentro da nossa plataforma. Além de ferramenta de gestão e de auditoria, passamos a ser, também, uma ferramenta de crédito.

DIVERSIFICAÇÃO
Lendico passa a oferecer CDC

Especializada em crédito pessoal on-line e com mais de R$ 500 milhões já emprestados em cinco anos de atuação, a fintech Lendico passou a oferecer um novo produto, chamado de Boleto Parcelado Lendico (BPL). Trata-se de um modelo de Crédito Direto ao Consumidor (CDC), que estará integrado ao checkout do varejista, o que torna o processo mais ágil para o interessado em obter recursos. As taxas do BPL variam de 2,5% a 6% ao mês e o valor do financiamento vai de R$ 200 a R$ 5 mil, com parcelamento entre três e 24 meses. Para facilitar esse acesso aos lojistas no canal on-line, a fintech firmou parcerias com a VTEX e Linx, plataformas que, combinadas, atuam junto a mais de 3,5 mil varejistas do comércio eletrônico.

EDUCAÇÃO FINANCEIRA
Inter busca crianças e adolescentes

O Banco Inter lançou uma conta voltada para crianças e adolescentes, a Conta Kids, com o objetivo de apoiar pais a orientar seus filhos nos primeiros passos das finanças pessoais. A conta oferece a possibilidade de investimentos em renda fixa, como CDB, LCI, LCA e poupança, além de acesso a fundos de investimentos e previdência privada. Ela pode ser aberta de forma on-line, por meio do aplicativo do Banco Inter, desde que o menor tenha RG e CPF, que são solicitados junto com os documentos do responsável. A Conta Kids dá direito a um cartão de débito personalizado com o nome do filho. Para João Vitor Menin, CEO do Banco Inter, é uma forma de os jovens aprenderem, desde cedo, a controlar seus gastos e até mesmo a se prepararem para investir no futuro.

Número da semana 39,4%

É o percentual de empresas que encerraram as atividades até a primeira quinzena de junho. A informação faz parte da pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos 522,7 mil empreendimentos que fecharam as portas definitivamente, 518,4 mil eram de pequeno porte (até 49 empregados), 4,1 mil, de porte intermediário (50 a 499 empregados) e 110 de grande porte (mais de 500 empregados). Na divisão por setores da economia, 258,5 mil eram de serviços, 192 mil do comércio, 38,4 mil de construção e 33,7 mil da indústria. O mesmo levantamento aponta que, do total de empresas em funcionamento, 70% informaram que a pandemia teve impacto negativo nos negócios, 16% declararam que o efeito foi pequeno ou inexistente e 14% disseram que o impacto foi positivo. Os efeitos negativos foram percebidos por 70,1% das empresas de pequeno porte, 66,1% das intermediárias e 69,7% entre as de grande porte.

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