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O impacto do coronavírus no turismo

Pânico com o covid-19 deixa Cidades desertas, esvazia hotéis, obriga aéreas a cancelar rotas e impede que navios de cruzeiro desembarquem passageiros. Perdas são estimadas em US$ 30 bilhões apenas na aviação.

Crédito: Istock

No horizonte da economia do século 21 há uma indústria que concentra riqueza e outra que a distribui. A primeira é a de Tecnologia da Informação, setor em que estão as cinco empresas com o maior valor de mercado no mundo hoje. Apple, Amazon, Microsoft, Alphabet (que controla o Google) e Facebook valem juntas US$ 5 trilhões, uma concentração inédita na história do capitalismo. A indústria que distribui renda, por sua vez, é bem mais pulverizada. Trata-se do turismo, que promove um constante fluxo de pessoas pelo globo (e até fora dele, com as viagens espaciais capitaneadas por Virgin Galactic, de Richard Branson, e SpaceX, de Elon Musk). Dentro ou fora da órbita terrestre, o turismo gera oportunidades de negócio tanto para grandes conglomerados (companhias aéreas, redes hoteleiras, empresas de cruzeiros) quanto para pequenos empreendimentos, sejam agências de viagem locais, pousadas, restaurantes ou guias turísticos que atuam em suas comunidades. Para todos eles, a receita depende do interesse de visitantes. Segundo uma pesquisa anual realizada pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, na sigla em inglês) em parceria com a Oxford Economics, ligada à tradicional universidade inglesa, o setor de turismo respondeu, em 2018, por 10,4% de toda a atividade econômica do planeta, gerando 319 milhões de novos empregos (um em cada cinco dos que foram criados desde 2014). O valor total movimentado por essa indústria é calculado em US$ 8,8 trilhões ao ano — quase o dobro do PIB japonês, que é o quarto do mundo (US$ 4,9 trilhões em 2018). Se fosse um país, o turismo só ficaria atrás dos Estados Unidos (US$ 20,6 trilhões) e da China (US$ 11,5 trilhões).

Vetores de vírus? Turistas de origem asiática usam máscaras na Piazza San Marco, um dos cartões postais de Veneza, na Itália. O alto número de visitantes estrangeiros ao país europeu pode ser uma das razões para a rápida propagação do Covid-19. (Crédito:Andrea Pattaro)

As grandes cifras são apenas um fator que aproxima tecnologia e turismo. Ambas têm um inimigo letal que atende pelo mesmo nome: vírus. Com uma diferença. No mundo digital, ainda que vírus ofereçam ameaças graves e permanentes, não costumam provocar perdas em vidas humanas. Causam apenas danos materiais, muitas vezes compensados por novos negócios. Há empresas inteiras dedicas a combater as ameaças virtuais e garantir a tranquilidade dos usuários de computadores, redes de dados e smartphones — com a promessa de que tudo funcione bem mediante o pagamento de uma perene proteção antiviral. No mundo físico é diferente. Vacinas também movimentam fortunas. Sua descoberta, porém, não é imediata. No hiato de tempo entre a expansão do contágio por um novo vírus e sua profilaxia completa é que as consequências podem ser devastadoras. Para piorar, não há garantia de que surjam drogas capazes de imunizar a humanidade de todas as doenças causadas por vírus. Tal incerteza pode se converter rapidamente em pânico.

É o que vem ocorrendo com o recente surto do novo coronavírus (2019-nCoV ou Covid-19) espalhado a partir da China. Até o fechamento desta edição, na tarde da quinta-feira 5, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reportava 93.090 casos em 76 países e 3198 mortes (das quais 2984 em solo chinês). No Brasil, quatro casos foram confirmados pelo Ministério da Saúde, todos em São Paulo. Em dinheiro, o prejuízo até agora, é estimado em US$ 50 bilhões no mundo, dos quais US$ 104 milhões no Brasil — neste caso considerando-se apenas a queda de receita com as exportações. O cálculo é da OCDE, a Organização das Nações Unidas para o Comércio e desenvolvimento, e foi divulgado na quarta-feira 4.

Carros virtuais: Com a ordem do governo suíço de impedir reuniões de mais de mil pessoas, Salão do Automóvel de Genebra foi cancelado e ganhou uma versão on-line. (Crédito:Richard Juilliart)

Como não há barreiras geográficas para conter a propagação de vírus, o crescimento do contágio se dá de forma acelerada e alarmente em todo o mundo. Por isso os prejuízos são difíceis de calcular. Em apenas três pregões, logo após o recesso de carnaval, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, registrou queda de 8,43%, a maior desde a crise financeira de 2008. Ainda pior foi em outros países: o S&P 500, dos Estados Unidos, recuou 11,5%; o Euro Stoxx 50, 12,4%. O dólar disparou de forma assustadora frente ao real, atingindo na quinta-feira 5 sua maior cotação histórica: R$ 4,63. A divisa brasileira foi a terceira moeda que mais perdeu valor com o coronavírus, atrás da argentina e da chilena, países em que a crise econômica vem se agravando desde o ano passado. A OCDE revisou a taxa de crescimento global deste ano para 2,4% caso não ocorra pandemia. Se o coronavírus se alastrar pela Ásia, Europa e Estados Unidos, o PIB mundial deverá crescer apenas 1,5%. Na terça-feira 3, uma reunião por videoconferência do G7, grupo das nações mais industrializadas, traçou uma estratégia de redução de juros para tentar conter o desastre nas finanças globais (leia mais à página 34). O Banco Mundial propôs emprestar US$ 12 bilhões para países em dificuldade devido ao coronavírus. Pode ser pouco frente às necessidades médicas e sanitárias.

O turismo, setor do qual fazem parte não apenas destinos de férias como também festas populares e feiras de negócios, tem sido o setor mais afetado. A Itália, que apresenta a maior incidência de casos confirmados fora da China, isolou ao menos 11 cidades, cancelou o carnaval em várias delas e segue em estado de alerta. Na noite de sábado 29, a tripulação de um voo da American Airlines que iria de Nova York para Milão se recusou a decolar por medo do Covid-19. A companhia aérea Latam suspendeu os voos de São Paulo para a cidade italiana. “Existe uma chance muito grande de haver uma epidemia no Brasil. O que se pode fazer para minimizá-la é evitar que os indivíduos suspeitos circulem”, afirmou à DINHEIRO o vice-presidente de medicina do grupo Dasa, Emerson Gasparetto. Restringir a ciculação exporia menos gente ao contágio. “A grande força do coronavírus é a velocidade de contaminação, que bateu todas as epidemias recentes, como SARS (sigla para síndrome respiratória aguda grave) e H1N1. Mas a letalidade é muito baixa, inclusive comparada a outras gripes”. O Centro de Prevenção e Controle de Doenças da China (CCDC, na sigla em inglês) aponta que a taxa geral de mortalidade varia entre 0,4% e 2,9%, com maior concentração de óbitos entre idosos. A Dasa lançou o primeiro teste no Brasil para detectar o cononavírus. Em 28 de fevereiro, além dos exames em hospitais, passou a fornecer também uma versão domiciliar, já disponível em diversas capitais. “A preocupação é que ninguém tenha de correr até o hospital para fazer o exame, pois quem estiver infectado irá espalhar o vírus”, diz Gasparetto.

O problema é que 85% dos infectados não apresentam sintomas, tornando impossível bloquear os caminhos de propagação. O vetor que transmite o é quem viaja, seja a trabalho ou lazer. No Brasil, os dois primeiros casos confirmados foram contaminados na Itália, o que acendeu o alerta sobre como a doença se alastrou rapidamente para fora da China (observe o mapa ao lado com os dados mundiais atualizados).

FEIRAS CANCELADAS Uma estimativa feita por pesquisadores da Universidade Harvard, nos EUA, aponta que entre 40% e 70% de toda a população mundial poderá ser contaminada pelo coronavírus em algum momento. Em entrevista ao Wall Street Journal, o professor Marc Lipsitch, coordenador da pesquisa, afirmou que o número pode ser atingido já no próximo ano. O estudo não aponta quantos dos infectados desenvolverão os sintomas. A previsão de Harvard pode se confirmar caso não sejam tomadas precauções adequadas. É isso que tem motivado novos comportamentos no mundo corporativo. Na Europa, eventos que habitualmente atraem milhares de visitantes foram adiados. Com abertura marcada para o dia 5 de março, o tradicional Salão do Automóvel de Genebra, que este ano faria sua 90ª edição, foi cancelado às pressas, quando parte dos stands já estava montada. O governo da Suíça proibiu qualquer aglomeração com de mais de mil pessoas — e a feira reúne 600 mil visitantes. A organização criou então uma evento virtual destinado a revelar os lançamentos à imprensa. Em Düsseldorf, na Alemanha, a ProWein, maior feira de vinhos dos mundo, esperava receber 61,5 mil visitantes entre os dias 15 e 17 de março. Foi adiada e ainda não há uma data para sua realização. A Alphabet, controladora do Google, suspendeu a realização de seu encontro anual mais importante, a conferência anual de desenvolvedores Google I/O, agendada para 12 de maio em Mountain View, na Califórnia. A decisão foi divulgada depois que os EUA registraram a nona morte causada pelo Covid-19.

Lei seca por precaução: Maior feira de vinhos do mundo, a ProWein , em Düsseldorf, deveria receber 61,5 mil visitantes. Foi adiada por tempo indeterminado. (Crédito:Divulgação)

Feiras, congressos e convenções empresariais concentram os maiores orçamentos do turismo de negócios. Cancelamentos em série geram perdas muito mais significativas do que as provocadas por desistências individuais de quem viaja a lazer. O problema fica maior quando os dois tipos de turista desistem de viajar. A IATA, Associação Internacional de Transportes Aéreos, que representa as 290 maiores companhias do setor, projeta uma perda de receitas de quase US$ 29,3 bilhões este ano. Ainda segundo a entidade, algumas empresas afirmam que até 50% dos passageiros deixaram de voar — e a maior parte quer ser ressarcida pelo cancelamento. “É prematuro estimar o que essa perda de receita global vai provocar no mercado”, afirmou a IATA por meio de nota. Até agora, nenhuma companhia aérea tem sido tão prejudicada quanto a Alitalia. Sediada no país com mais casos na Europa, ela opera voos diretos para São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo um funcionário sediado no Brasil, a direção estuda suspender as rotas pelas próximas semanas. O drama da Alitalia se torna ainda mais grave diante de uma ameaça de greve e do processo de recuperação judicial iniciado em maio de 2017. Na última semana, entre segunda-feira e quarta-feira, a companhia cancelou 358 voos. Os destinos mais afetados foram Madri, Barcelona, Nova York, Berlim, Genebra, Praga, Paris, Frankfurt, Londres e Bruxelas. A Alitalia não está sozinha.

Cassino vazio: Em Macau, famosa pela concentração de casas de jogos, a ocupação média dos hotéis caiu para apenas 14%, taxa que o setor entende como inviável para manter operacão. (Crédito:Reuters/Tyrone Siu)

“Estamos observando o cenário desta contingência de saúde pública mundial e a decisão da companhia é baseada, em primeiro lugar, na propagação do vírus na Itália, assim como na queda atual na demanda da rota”, afirmou à DINHEIRO Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil, ao explicar a decisão de suspender temporariamente a rota entre São Paulo e Milão. “A companhia é consciente do problema e espera que a situação se normalize o mais brevemente possível pelo bem-estar e saúde de todos os seus passageiros e tripulantes.” O coronavírus ameaça interromper um ciclo de recuperação da companhia. No ano passado, a Latam transportou 74 milhões de passageiros, um crescimento de 7,8% na comparação com 2018. A alta foi impulsionadapelas operações domésticas no Brasil e nos demais países sul-americanos (Chile, Colômbia, Peru, Argentina e Equador), consolidando o grupo como o principal na América Latina e um dos mais relevantes do mundo. “A Latam se compromete com os clientes afetados por esta restrição, ajudando-os com a remarcação sem multa e as opções de reembolso completo”, diz Cadier.

A Azul Linhas Aéreas, que voa para Portugal e se conecta com as principais capitais europeias por meio da code share com a TAP, afirma que, como as viagens internacionais costumam ser planejadas com maior antecedência, não há efeito imediato na demanda. No entanto, considerando futuros impactos, a empresa já está ajustando sua oferta internacional e disponibilizando a opção de reembolso integral da passagem para clientes com conexão em Lisboa ou Porto e que tem como destino ou origem a Itália. Na quarta-feira 4, a aliança formada por Air France e KLM informou que estenderia para toda a malha aérea que opera sua política de flexibilização, já adotada em alguns voos desde o início da divulgação dos casos de coronivírus. Alterações em bilhetes poderão ser remarcados sem custo extra, mas o passageiro deve arcar com diferenças de tarifa. O transporte de cargas também será gravemente afetado. Em cidades da China, o medo de contágio faz com que encomendas sejam amontoadas do lado de fora de condomínos.

Turistas que estão em trânsito temem ficar sem avião para retornar ao Brasil, caso as companhias comecem a cancelar mais voos. Uma preocupação ainda maior, porém, é a falta de assistência médica em países estrangeiros. Esse receio foi levado em conta pela agência on-line Hotel Urbano (Hurb). “Sabemos como uma viagem é importante na vida dos nossos clientes. Não queremos que esse momento seja envolto por preocupação e que o cliente se sinta pressionado a viajar mesmo com receio”, afirma a diretora de operações Karyna Accioly. “Iremos isentar nossos viajantes de pagar qualquer custo ou taxa adicional quando desejarem cancelar ou alterar uma reserva para regiões mais críticas”. Para o fundador e CEO da empresa, João Ricardo Mendes, muitos operadores de turismo estão desesperados, e por isso é ainda mais importante agora manter o compromisso com a atenção ao consumidor. “Se houver um cliente nosso na China, vamos colocá-lo em um hotel, enviar um médico e dar toda a atenção que ele necessite. Nosso valor número um é o cliente primeiro”. Ele acredita que qualquer projeção agora sobre o real impacto do coronavírus no setor é pura especulação.

A mexicana Gloria Guevara, chefe do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), entende que fechar fronteiras, proibir viagens e impedir aglomerações não impedem que o vírus se espalhe. “Os governos e as autoridades não devem tentar sufocar as viagens e o comércio no momento”, afirmou durante um comunicado à imprensa. “Entendemos que há uma enorme preocupação com o Covid-19. No entanto, é importante lembrar que as taxas de mortalidade permanecem muito baixas e as chances de contrair o vírus, para a grande maioria das pessoas, são muito remotas se elas viajam com responsabilidade e observam medidas simples de higiene”. Comprovando que acredita nessa recomendação, a WTTC ainda não desmarcou sua reunião de cúpula, agendada para 21 de abril em Cancún, no México.

Carga perdida: Encomendas são deixadas em frente a um condomínio na China que impede o acesso de entregadores. (Crédito:Koki Kataoka)

HOTÉIS VAZIOS, CRUZEIROS EM QUARENTENA Guevara está no seu papel, que é defender a indústria que representa, mas a realidade parece distante da que ela tenta vender. Desde janeiro, a rede de hotéis Marriott fechou cerca de 90 unidades na China, onde possui 375 endereços. Em fevereiro, a receita por quarto disponível caiu 90% em comparação com o mesmo mês de 2019. A previsão é de um rombo de US$ 25 milhões mensais caso a taxa de ocupação se mantenha no nível atual. Famosa pelos cassinos que a tornaram a Las Vegas asiática, Macau depende da receita de turistas para sobrevier. E eles praticamente desapareceram. Os hotéis estão com ocupação na casa de 14%. Nada indica que haverá hóspedes no curto prazo. Hoje, o medo de empresários do setor hoteleiro é que mais cidades comecem a ficar tão desertas quando Macau e Milão.

Se a preocupação do setor hoteleiro é grande, ela ganha proporções ainda maiores para os operadores de cruzeiros. O drama dos passageiros e tripulantes a bordo do navio Diamond Princess, que ficaram impedidos de desembarcar no porto de Yokohama, no Japão, acendeu o primeiro alerta sobre o destino de quem está atualmente em viagem no mar. O navio MSC Meraviglia navegava pelo Caribe na semana passada quando foi impedido de realizar as escalas programadas em Ocho Rios, na Jamaica, e George Town, em Grand Cayman. Os passageiros não puderam desembarcar em nenhuma das ilhas. Segundo a MSC, apenas porque as autoridades locais decidiram ignorar os protocolos de saúde estabelecidos. “As decisões foram tomadas baseadas no medo e não na melhor prática médica”, afirmou à DINHEIRO um porta-voz da empresa. “Já as autoridades mexicanas seguiram corretamente os protocolos marítimos e, após o navio receber autorização para atracar em Cozumel, no México, especialistas em saúde embarcaram para verificar a condição médica de um tripulante e de uma hóspede que estavam com gripe sazonal e, por precaução, realizaram exames adicionais”. Os resultados confirmaram que a condição de ambos não estava associada ao Covid-19.

Barrado no porto: MSC Mereviglia foi impedido de atracar na Jamaica e Grand Cayman por levar tripulante e passageira suspeitos. (Crédito:Gabriele Maricchiolo)

Por precaução, a empresa atualizou o itinerário de 28 noites do MSC Bellissima, que partirá do Golfo para a Ásia dia 21. Foram canceladas as visitas aos portos de Shenzhen, na China continental; Hong Kong; e Keelung, em Taiwan. “A MSC Cruzeiros conduziu e continua realizando triagens pré-embarque para identificar pessoas que possam estar em risco”, afirma a empresa. “Passageiros com sinais ou sintomas da doença como febre calafrios, tosse ou dificuldade para respirar, terão o embarque negado”. A empresa também passou a recusar pessoas provenientes de áreas de risco, incluindo uma lista de cidades italianas. Com reportagem de Hugo Cilo.

Empresas reduzem viagens e alteram rotina

A economia globalizada fez das viagens de negócios parte da rotina de quem trabalha em empresas que mantêm negócios em diversos países. Com o coronavírus, parte dos deslocamentos está sendo descartada. Multinacionais como Nestlé e L’Oréal, além de brasileiras com forte presença no exterior, caso da BRF, passaram a restringir as viagens ao exterior, trocando o avião por ligações telefônicas e cancelando presença em eventos que possam oferecer algum tipo de risco a seus executivos. Preparar o ambiente de trabalho para reduzir as chances de contágio caso haja uma pandemia também passou a ser uma preocupação no mundo corporativo. “Uma possível disseminação do coronavírus seria um grande teste de gestão de crise para as empresas que atuam no Brasil”, afirma Vanderlei Ferreira, diretor de Gestão de Risco da EDP no Brasil . A empresa de energia (foto) de origem portuguesa se antecipou e afirma estar preparada “para que os efeitos dessa crise afetem o mínimo possível nossa operação e nossos colaboradores”, segundo Ferreira. Desde meados de fevereiro, os protocolos de higiene foram intensificados na empresa. Onde há compartilhamento de equipamentos de informática e telecomunicações, como call centers e centros de operação, a recomendação é higienizar esses itens com desinfetantes à base de álcool. A EDP também desenha um plano de contingência, que prevê esquemas de trabalho em home office e sistemas de redundância, num cenário de intensificação da epidemia, em que não seria possível o deslocamento aos locais de trabalho. Medidas semelhantes vêm sendo adotadas em bancos e até em restaurantes.

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