O exemplo de liderança do capitão dinamarquês

O exemplo de liderança do capitão dinamarquês

Simon Kjaer (foto maior), que correu para atender o colega Christian Eriksen. No destaque, o atleta atendido por paramédicos. Atitude traz diversas lições para os líderes

Quando pensamos nos países escandinavos, vem à mente sustentabilidade, educação, qualidade de vida e honestidade. No sábado, 12 de junho, a Dinamarca deu ao mundo também um exemplo de liderança: a do capitão da seleção de futebol Simon Kjaer. Na partida contra a Finlândia pela Eurocopa 2021, a postura de Kjaer foi fundamental para a salvar a vida do companheiro de time Christian Eriksen. E ela traz diversas lições para os líderes modernos.

Kjaer, zagueiro de 32 anos, agiu com impressionante rapidez, autocontrole e capacidade de liderança para socorrer Eriksen, o meio-campista de 29 anos que lutava pela vida no gramado do estádio de Copenhague. Foi Kjaer quem correu para prestar os primeiros socorros, organizar um cordão humano para isolar o jogador caído e dar amparo à aflita companheira de Eriksen, Sabrina Kvist Jensen.

As atitudes do jogador foram emblemáticas e corajosas. Merecem o reconhecimento de todos e a admiração pela postura do capitão. Mas quais as lições de liderança podemos tirar delas?  Quais fatores fazem com que a postura de Simon não seja somente de assistência e humanidade como de liderança?

Ao cruzar o campo para prestar a primeira assistência, Simon mostra iniciativa e proatividade nos momentos difíceis. São nesses momentos que o verdadeiro líder precisa chamar a responsabilidade e tomar a dianteira. Muitos gestores buscam “tomar a frente” em momentos de conquistas e evolução. Grandes líderes buscam incentivar seus times a brilhar em momentos de menor tensão e, ao mesmo tempo, assumem a responsabilidade nas crises.



CORAGEM – Ao ver o colega em choque, o capitão foi cirúrgico ao evitar que a língua do jogador dobrasse e prestou os primeiros socorros colocando-o em posição lateral. O autocontrole de Simon não mostra sua frieza e sim que, em momentos, a necessidade de agir, auxiliar sua equipe e proteger as pessoas deve superar os receios, medos ou fraquezas. A coragem talvez seja a única qualidade unânime em todos os verdadeiros líderes.

E mesmo após a remoção do atleta socorrido pelos paramédicos, Kjaer continuou ciente de seu papel de líder:  correu para acalmar e consolar a namorada do colega que estava em choque na lateral do campo. Verdadeiros líderes não se preocupam somente com o seu time, mas com o que é realmente importante para cada pessoa do grupo. Verdadeiros líderes estão constantemente preocupados com a saúde, harmonia e felicidade dos seus colaboradores e de suas famílias. Tudo isso, sempre, sem “invadir” a barreira que cada um quer colocar entre sua vida pessoal e profissional.

Após a retomada do jogo, aos 16 minutos do segundo tempo, Kjaer pediu para ser substituído. Exausto emocionalmente, ainda em choque, mostrou que todas as suas atitudes não foram fruto de um auto-controle ou frieza, mas sim da energia e atitude de liderança.

O exemplo do capitão dinamarquês nos ensina muito sobre a postura que precisamos de nossos líderes, seja no futebol, seja nas empresas, seja na vida. Precisamos cada vez mais de Simon Kjaers para conseguir liderar com propósito e resultado nossas empresas e nosso País.

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Sobre o autor

Heverton Peixoto é CEO-Presidente da Wiz. Graduado em Engenharia Civil, com MBA em Corporate Finance no Insead, foi consultor da Mckinsey & Company de 2008 a 2013 em projetos estratégicos no mercado bancário e de seguros da América Latina.


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