O capital quer proteger a Amazônia

O capital quer proteger a Amazônia

Um grupo de investidores internacionais cuja carteira de ativos soma US$ 3,75 trilhões (cerca de R$ 20 trilhões) enviou uma carta aberta às embaixadas brasileiras de oito países para pressionar o governo a conter o desmatamento na Amazônia. O documento foi assinado por 29 investidores institucionais de Estados Unidos, Noruega, Suécia, Dinamarca, Reino Unido, França, Holanda, Japão e Brasil. “Estamos preocupados com o impacto financeiro que o desmatamento e a violação dos direitos de povos indígenas podem ter sobre nossos clientes e companhias investidas, por potencialmente elevarem os riscos de reputação, operacional e regulatório”, diz a carta. Para os signatários, o temor é de que empresas expostas em suas operações no Brasil e cadeias de fornecedores enfrentem dificuldades crescentes para acessar os mercados internacionais.

O pesquisador associado do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Beto Veríssimo, diz que a preocupação dos investidores revela o grande risco para a economia combalida do Brasil, que poderá poderá sofrer com a perda de mercado e investimentos. “O desmatamento não gera desenvolvimento para o país. Quando ele aumenta, o PIB cai”, diz Veríssimo.

A maioria dos signatários faz parte da Iniciativa de Investidores por Florestas Sustentáveis, ligada à ONG Ceres e à rede Princípios para o Investimento Responsável, grupo de investidores em parceria com a Iniciativa Financeira do Programa para o Meio-Ambiente e o Pacto Global da ONU. Para Virgilio Viana, superintendente geral da FAS (Fundação Amazonas Sustentável), o posicionamento dos investidores financeiros reforça o óbvio: “A ciência já nos informa, há muito tempo, que a Amazônia é vital para manter o regime de chuvas que alimenta parte significativa da produção agropecuária, geração de energia hidrelétrica e abastecimento urbano de água. Portanto, desmatar não é uma atitude inteligente e nem coerente com um plano de prosperidade e sustentabilidade para o futuro do Brasil”.

Evandro Rodrigues

(Nota publicada na edição 1177 da Revista Dinheiro)

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