O caixa eletrônico não morreu

O caixa eletrônico não morreu

Em tempos de Pix, compras por QR Code, fintechs de várias cores e aplicativos para pagamentos de todos os tipos, seria natural imaginar que os tradicionais caixas eletrônicos estariam condenados à morte. Mas não estão. Segundo a maior empresa do setor no País, a TecBan, houve alta de 25% no volume de dinheiro sacado em terminais 24 horas neste ano. Foram mais 180 milhões de saques mensais, feitos por 50 milhões de pessoas em 23 mil caixas eletrônicos da rede. Os terminais em regiões residenciais das classes C, D e E respondem por 64% dos saques. “Pagamentos digitais não representam a realidade da grande maioria da população brasileira, que ainda utiliza o dinheiro em espécie como a principal forma de comprar”, afirmou Tiago Aguiar, superintendente da TecBan. Os números do Banco Central endossam esse avanço do dinheiro em papel e moedas. Desde março, quando o auxílio emergencial começou a ser pago, houve um aumento de R$ 70 bilhões em cédulas em circulação–saltou de R$ 256 bilhões para R$ R$ 326 bilhões, alta de 27,3%. Com esse resultado, a rede Banco24Horas passou a movimentar 4,6% do PIB brasileiro em seus caixas. Ainda segundo o BC, 29% das pessoas do País recebem seus salários com dinheiro em espécie. Além disso, 96,1% da população ainda utiliza dinheiro vivo para realizar pagamentos e fazer compras. Essa resiliência dos caixas eletrônicos não representa que eles estão desconectados da realidade da digitalização. A executivo da TecBan afirma que a empresa já investiu mais R$ 3 bilhões para modernizar seus serviços. Entre as tecnologias mais demandadas estão o saque digital (por meio de um QR Code pelo smartphone ou token enviado por mensagem de celular) e o Open Banking, o Open Finance (solução para facilitar a conexão das instituições ao sistema financeiro aberto) e o HubDigital, plataforma que incentiva entrada de fintechs e instituições de pagamento em sua rede.

(Nota publicada na edição 1200 da Revista Dinheiro)

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