O caçula da família Rothschild

O caçula da família Rothschild

Vinhedo Mouton Cadet, na região de Paulliac. Ele é o Bordeaux mais vendido no mundo

Ele nasceu em 1930, em Pauillac, na região de Bordeaux, como vinho “caçula” de uma família que desde o século 19 se dedica a elaborar tintos e brancos de excelência. Descendente direto do célebre Mouton Rothschild, o primeiro Grand Cru Classé de Pauillac, o Cadet foi pensado pelo Baron Philippe de Rothschild para democratizar o consumo da bebida. Por isso, ocupou a gama de entrada no universo de uma das mais renomadas grifes do mundo vinícola.

Segundo a consultoria inglesa Wine Intelligence, que elabora o Índice Global de Marcas de Vinhos, a Baron Philippe de Rothschild é 10ª mais poderosas do segmento. Esse prestígio se confirma também na popularidade do Mouton Cadet. É o Bordeaux número 1 em vendas no mundo”, afirmou Rémi Coubronne, diretor para as Américas do Grupo Baron Philippe de Rothschild. Segundo ele, trata-se do vinho de Bordeaux preferido dos franceses. E pode ser também o Bordeaux favorito dos brasileiros em sua faixa de preço.

Isso porque uma das maiores importadoras de vinhos e alimentos gourmet do Brasil, a La Pastina, acaba de incorporar ao seu portfólio duas linhas da marca: a Classic, que apresenta vinhos mais jovens, fáceis de beber e de muito frescor; e a Réserve, com mais tempo de envelhecimento. “Além de ser um privilégio, ter em nosso portfólio a marca Mouton Cadet é mais um passo alinhado com a missão da empresa em difundir a enogastronomia”, disse Celso La Pastina, presidente do grupo que possui também a importadora World Wine.

Refinados e com ótima persistência em boca, os rótulos conduzem a uma viagem para a região da França que, como nenhuma outra, sabe dosar as castas cabernet sauvignon, merlot e cabernet franc para obter a melhor combinação de potência e elegância. Felizmente, não é só de tintos que vive Bordeaux. Entre os rótulos da linha Classic importados para o Brasil pela La Pastina destacam-se, além do Mouton Cadet Rouge, o Rosé e o Sauvignon Blanc, todos vendidos a R$ 168 (750 ml). Nas faixas de preço superiores estão o Mouton Cadet Médoc (R$ 268), Saint-Émilion (R$ 328) e Pauillac (R$ 438), cujos nomes expressam os distintos terroirs onde as uvas são cultivadas. Para quem aprecia o dulçor incomparável do Sauternes, é bom saber que essa preciosidade entre os grandes brancos de sobremesa chega ao Brasil custando R$ 434.

Mouton Cadet Rouge, que chega ao Brasil pela La Pastina por R$ 168

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Sobre o autor

Celso Masson, 53, é jornalista, diretor de núcleo da Editora Três, winemaker e palestrante de vinhos. Nos últimos dez anos, vem estudando e acompanhando a produção, os negócios e os prazeres do mundo da enologia. Se formou winemaker após integrar um exigente programa oferecido pela Escola do Vinho Miolo. Já tem três rótulos produzidos em parceria com a inovadora vinícola brasileira.


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