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“O Brasil passou por uma crise aguda que extrapolou as projeções mais pessimistas”, diz presidente da Gol

No programa MOEDA FORTE desta semana, Carlos Sambrana, redator-chefe da ISTOÉ DINHEIRO, recebe Paulo Kakinoff, presidente da Gol Linhas Aéreas. Há seis anos, o executivo que comandava a montadora alemã Audi no Brasil trocou a direção pelo manche e entrou em um mercado que nunca havia se aventurado. Nesta entrevista, ele conta o que fez para que a empresa se valorizasse 200% no ano passado e revela os planos para o futuro.

Neste segundo bloco (acima), o executivo fala sobre o mercado de aviação e como o setor sobrevive aos períodos de recessão e baixa demanda. “A aviação comercial tem 90 anos e é cíclica para as companhias”, afirma Kakinoff. Segundo ele, o recurso mais eficiente na crise é a capacidade de produzir, do ponto de vista unitário, o mais baixo custo do mercado. “100% dos bilhetes das companhias aéreas são auditados e esses dados são públicos. O custo por assento/quilômetro voado da Gol está entre os mais baixos”, afirma.

BLOCO 1

Kakinoff fala sobre o desafio de comandar uma companhia aérea. Segundo ele, algumas consultorias classificam a aviação como um dos setores mais complexos pela quantidade de variáveis externas. “Preço do combustível, variação cambial e dinâmica competitiva são os três fatores que interferem nos custos”, afirma. O executivo explica ainda que a principal forma de administrar essas variáveis é a capacidade que a companhia tem de ajustar a sua tarifa em função dos custos.

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