O Brasil em alta

O Brasil em alta

O upgrade de prestígio do Brasil no mercado nos últimos dias foi apenas mais uma das evidências de que o País vem se transformando na grande aposta, melhor investimento, para 2020. As agências de risco estão alerta à tendência. Subiram o “rating” de crédito, recalculando a nota nacional de “BB-” de neutra para positiva. É um passo e tanto rumo à condição de economia em “grau de investimento”, o topo da classificação, que anima investidores a concentrar capital nessas praças privilegiadas, de retorno seguro. O Brasil esteve no clube, ainda nos idos de Lula, mas perdeu a condição quando mergulhou no abismo recessivo por quase uma década. Já não era sem tempo de reiniciar a escalada. O ministro e czar da Economia, Paulo Guedes, está convencido de que até o ano que vem – se o ritmo das reformas for mantido e o crescimento acelerado do PIB se confirme – o chamado grau de investimento sai. Dessa vez Guedes não está sozinho nos prognósticos. Analistas são unânimes em apontar que a retomada do desenvolvimento é líquida e certa. Só não cravam o tamanho do avanço, na espera das futuras votações do Congresso. Estará, decerto, nas mãos dos parlamentares boa parte das chances de a economia voltar ao prumo. É que lá serão concentradas votações estratégicas como a das reformas tributária e administrativa, além de projetos de lei para facilitar o ambiente de negócios. A falta de articulação do Executivo, somada aos ataques que o mandatário tem desferido contra a Casa, não ajudam no entendimento. Moram aí os riscos de a recuperação desandar. Por enquanto, o mercado financeiro é só otimismo com as perspectivas pela frente. No câmbio, o dólar passou a recuar frente ao real, após alta significativa. A bolsa segue como paraíso das apostas, registrando recordes sucessivos. Mesmo a ameaça de contaminação da crise em países vizinhos foi descartada. Os fundamentos internos parecem, aos olhos do mundo, sólidos e isso é o que conta. O Brasil perdeu o “selo de bom pagador” (que assegura a capacidade de o país honrar compromissos) em 2015. Desde lá, amarga desconfiança externa, o que gerou bilhões de dólares em prejuízos no comércio. A virada de posição pode reequilibrar o jogo. Uma incógnita que persiste nessa cruzada é relativa às privatizações. Elas não estão andando no ritmo esperado e tudo indica que podem estagnar. O Congresso já rechaçou, por exemplo, a venda da estatal Eletrobras, que daria o pontapé inicial ao processo. Com as eleições municipais de 2020, o programa deve ficar em banho-maria. Nada, porém, que abale a boa fase em andamento.

 

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Sobre o autor

Carlos José Marques é diretor editorial da Editora Três e escreve semanalmente os editoriais da revista DINHEIRO


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