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O ano da Porsche no Brasil

Com aumento de vendas de 28% em relação a 2018, o ano passado foi o melhor da montadora alemã no País. E a empresa já programa expansão para 2020, com mais três concessionárias.

Crédito: Divulgação

Entre o final dos anos 1990 e o início dos 2000, a Porsche estava rodando com o freio de mão puxado. A montadora alemã passava por dificuldades financeiras e especialistas do setor comentavam que a empresa podia acabar entrando em processo de falência. Vinte anos depois, o cenário é exatamente o oposto. Uma das marcas de carro mais icônicas do planeta, a Porsche tem aumentado suas vendas ano após ano. Fechou 2018 com faturamento de quase 26 bilhões de euros, alta de cerca de 10% em relação a 2017. Os números do ano passado serão divulgados no dia 20 de março, na Alemanha, mas é certo de que haverá motivos para celebração. Nos primeiros seis meses de 2019, a montadora já tinha registrado alta de 9% nas vendas, em comparação com o ano anterior, chegando a 13,4 bilhões de euros. Aumentaram, também, faturamento, volume de entregas e número de funcionários – sinal de saúde financeira –, que hoje é superior a 30 mil pessoas.

O campeão modelo mais caro da Porsche no Brasil, podendo custar até R$ 950 mil, o SUV Cayenne foi também o mais vendido no ano passado, com 575 unidades comercializadas. (Crédito:Divulgação)

O comando da empresa, obviamente, está feliz da vida. “Hoje, somos uma das montadoras mais lucrativas do mundo”, comemora o diretor de Comunicação e Relações Públicas da Porsche no Brasil, Rodrigo Soares. Os números alcançados pela companhia no País, em 2019, não deixam dúvidas de que a marca está acelerando forte. Somando todos os modelos Porshe comercializados no Brasil, foram vendidas pouco mais de 1,8 mil unidades, alta de quase 30% em relação a 2018.

O carro mais icônico da montadora, o esportivo 911, vendeu 238 unidades, 13% acima de um ano antes. O Boxster, outro modelo vigoroso, teve desempenho ainda melhor, alcançando 223 carros vendidos (alta de 30%). Mas nada se compara ao estrondoso sucesso do fabuloso Cayenne, o mais vendido da Porsche em 2019. No ano passado, o utilitário esportivo de luxo registrou uma alta de impressionantes 66% nas vendas em comparação com 2018. Foram 575 unidades comercializadas em todo o País – média de 1,6 carro vendido por dia. E para mostrar a força da marca em terras tupiniquins, seu maior êxito de vendas é justamente o modelo mais caro, com preços que vão de R$ 435 mil (com motor V6 turbo, de 460 cavalos de potência) a R$ 950 mil (motor híbrido, de 680 cavalos, freio de cerâmica, som 3D e acabamento mais refinado, entre outros acessórios exclusivos). “Sem dúvidas, 2019 foi o melhor ano da história da Porsche no Brasil”, afirma o diretor de Vendas da montadora no País, Werner Schaal.

Ícone mundial: O esportivo 911 é o modelo mais célebre e um dos mais belos da montadora. (Crédito:Divulgação)

LIDERANÇA A grande virada da Porsche se deu exatamente com o lançamento do Cayenne, em 2002. À época, a companhia passava por uma de suas mais graves crises. Foi quando surgiu uma ideia considerada absurda pelos amantes mais conservadores da grife sobre quatro rodas: produzir um SUV de luxo. Nasceu o Cayenne, que recolocaria a montadora alemã entre as mais importantes do mundo e influenciaria outras companhias a também fabricar utilitários. O fato é que, hoje, quase todas as grandes montadoras têm um SUV no seu cardápio de opções ao consumidor.

De lá para cá, a Porsche ganhou ainda mais força, conquistou mais adeptos e relevância no mercado. E não apenas com o Cayenne. “Alcançamos aumento da participação de mercado do Macan (SUV esportivo) e mantivemos o 911, o Boxster e o Panamera (sedan esportivo) na liderança de seus segmentos”, ressalta Schaal. “Ou seja, estamos muito bem em todos os setores e públicos”, completa Soares. Agora, o objetivo é continuar crescendo. Para tanto, o primeiro passo é aumentar a presença física Brasil afora. Das atuais dez concessionárias (Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro e São Paulo), a montadora vai expandir para 13.

Até o final deste ano, serão inaugurados os chamados Porsche Centers em Fortaleza, Goiânia e mais um em São Paulo. “Com Goiânia e Fortaleza, vamos marcar presença em mais dois importantes estados do País”, destaca Soares. E o ano já começou com um sinal bem mais do que positivo. Em janeiro, foram emplacados 224 carros da Porsche em todo o Brasil, quase o dobro da média para o mês nos anos anteriores, que era de 120 emplacamentos. “Estamos seguros de que 2020 será mais um ano de ótimos resultados para a Porsche”, diz Schaal, o diretor de Vendas. Tudo leva a crer que a previsão do executivo se tornará realidade.