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“O Airbnb roubou clientes e nos obrigou a entrar nesse negócio”, diz o presidente da AccorHotels para a América do Sul

No programa MOEDA FORTE desta semana, Carlos Sambrana, diretor de núcleo da ISTOÉ DINHEIRO, recebe Patrick Mendes, CEO da AccorHotels para a América do Sul. O plano do executivo francês é ambicioso: fazer com que o grupo hoteleiro tenha 500 hotéis na região até 2020. Atualmente a rede conta com 335 unidades na América do Sul. Ou seja, terá de abrir 165 unidades em dois anos e meio. Será que ele vai conseguir? Nesta entrevista, dividida em cinco blocos, ele conta qual será sua estratégia.

Neste segundo bloco (acima), ele fala sobre transformação digital. De acordo com o executivo, as plataformas digitais como o Airbnb tiveram um impacto positivo no mercado hoteleiro, pois obrigaram a empresa a pensar e achar novas soluções. “Compramos três empresas que fazem a gestão de apartamentos de terceiros e oferecem serviços como limpeza e café da manhã”, conta. Além disso, segundo Mendes, o grupo investe mais de US$ 200 milhões por ano em tecnologia. “O consumidor não quer mais padronização, quer ser surpreendido, quer uma experiência diferente mesmo em um hotel econômico”, afirma.

BLOCO 1

O executivo fala da expansão mundial do grupo, que hoje tem mais de 4.300 hotéis, mais de 250 mil funcionários e opera em todas as categorias de hotel, do super econômico ao super luxo. “O AccorHotels é hoje um dos cinco grandes grupos mundiais da hotelaria e do turismo”, afirma. No Brasil, a Accor opera com 14 marcas e tem planos de investir no segmento de luxo, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. “São Paulo tem potencial para mais hotéis de luxo e boutiques cinco estrelas para turismo de negócios”, diz.