Geral

Novos cardeais representam a Igreja que Francisco quer

Na tarde deste sábado, 5, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o Papa Francisco presidiu o consistório para a nomeação de 13 novos cardeais da Igreja Católica. Dez deles são eleitores em um eventual conclave, por terem menos de 80 anos de idade. Em comum, são representantes de periferias – geográficas ou de acordo com suas atuações.

Não há nenhum brasileiro entre os novos purpurados. Dois são espanhóis – um deles com atuação no Marrocos -, dois são italianos – um deles trabalha em Angola, há ainda um português, um lituano, um tcheco, um cubano, um indonésio, um congolês, um guatemalteco, um inglês que atua no Egito e um luxemburguês.

De acordo com levantamento realizado pelo professor Fernando Altemeyer Júnior, teólogo e filósofo, do Departamento de Ciência da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o papado de Francisco é o primeiro em que o colégio cardinalício tem, entre os eleitores do futuro pontífice, menos de 50% de europeus. Considerando os recém-nomeados, são 42,9% do Velho Mundo. Em 1903, quando ocorreu o primeiro conclave do século 20, os europeus representavam 98,4% dos purpurados eleitores.

Dentre os novos cardeais, alguns nomes chamam a atenção pela forte atuação em temas que são caros ao papado de Francisco. Jesuíta assim como o papa, o tcheco Michael Czerny, criou uma organização de combate à epidemia da Aids na África e tem sido uma eloquente voz em defesa dos refugiados na atual crise imigratória europeia. Simbolicamente, mandou fazer a cruz que carregará com madeira de um barco que levou refugiados para a ilha de Lampedusa.

Michael Fitzgerald, inglês, tem uma biografia dedicada ao diálogo inter-religioso. O atual arcebispo de Bolonha, o italiano Matteo Zuppi, é outro exemplo. Ele se destaca pelo acolhimento a católicos LGBT.

Essa preocupação com os marginalizados foi evidente na cerimônia da tarde deste sábado. Em sua homilia, Francisco lembrou das “pessoas rejeitadas, as que não têm mais esperança”. “Nos evangelhos, vemos frequentemente Jesus sentindo compaixão por pessoas que sofrem. E quanto mais lemos, mais contemplamos e mais entendemos que a compaixão do senhor não é uma atitude ocasional e esporádica, mas é constante, de fato, parece ser a atitude do seu coração, na qual a misericórdia de Deus estava encarnada”, afirmou o papa.

Dirigindo-se aos novos cardeais, o papa exortou-os a sentir compaixão pelo próximo. E cobrou deles consciência disso. “A consciência dessa compaixão de Deus está viva para nós? Não é uma coisa opcional, nem, eu diria, um conselho evangélico. Não. Este é um requisito essencial. Se não sinto o objeto da compaixão de Deus, não entendo o seu amor. Não é uma realidade que possa ser explicada. Ou eu sinto ou não. E se eu não sinto, como posso comunicar, testemunhar, dar?”, questionou.

Veja também

+ Sandero deixa VW Polo GTS para trás em comparativo
+ Veja os carros mais vendidos em outubro
+ Grave acidente do “Cake Boss” é tema de reportagem especial
+ Ivete Sangalo salva menino de afogamento: “Foi tudo muito rápido”
+ Bandidos armados assaltam restaurante na zona norte do RJ
+ Mulher é empurrada para fora de ônibus após cuspir em homem
+ Caixa substitui pausa no financiamento imobiliário por redução de até 50% na parcela
+ Teve o auxílio emergencial negado? Siga 3 passos para contestar no Dataprev
+ iPhone 12: Apple anuncia quatro modelos com preço a partir de US$ 699 nos EUA
+ Veja mudanças após decisão do STF sobre IPVA
+ T-Cross ganha nova versão PCD; veja preço e fotos
+MasterChef: competidora lava louça durante prova do 12º episódio’
+As 10 picapes diesel mais econômicas do Brasil
+ Cozinheira desiste do Top Chef no 3º episódio e choca jurados
+ Governo estuda estender socorro até o fim de 2020
+ Pragas, pestes, epidemias e pandemias na arte contemporânea
+ Tubarão-martelo morde foil de Michel Bourez no Tahiti. VÍDEO

+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?