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Novo presidente de comissão da Câmara dos EUA promete pressão sobre ‘Bolsonaros do mundo’

Crédito: Arquivo/Agência Brasil

Gregory Meeks pediu a revisão da política de Washington para a Venezuela e prometeu promover os direitos humanos no Brasil (Crédito: Arquivo/Agência Brasil)

O governo do democrata Joe Biden deve ter impacto significativo também na política brasileira de direitos humanos. Nesta quarta-feira (6), Gregory Meeks, novo presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, pediu a revisão da política de Washington para a Venezuela, um enfoque mais multilateral do país sob o comando de Biden, e prometeu promover os direitos humanos no Brasil.

Em entrevista à AFP, o parlamentar norte-americano disse que quer discutir com o presidente Jair Bolsonaro a marginalização das comunidades afro-brasileiras, indígenas e LGBT. Além disso, afirmou que pretende se unir a legisladores e ONGs brasileiras para tratar do tema.

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Meeks considera que “há um papel que todos devem desempenhar, e se podemos estar de acordo e começar a falar e exercer a mesma pressão sobre os Bolsonaros do mundo, acho que podemos ter um grande impacto”.



O democrata tem uma visão sobre direitos humanos bem diferente do presidente Donald Trump, ao qual Bolsonaro é bastante ligado ideologicamente.

Além do aviso ao Brasil, Meeks também destacou que buscaria ajuda humanitária aos palestinos, em mais uma posição oposta ao Trump, e prometeu retomara os contatos diplomáticos com o Irã.

Em relação à Venezuela, o democrata disse que o presidente republicano liderou uma campanha de dois anos para tirar Nicolás Maduro do poder. Vale lembrar que a reeleição de Maduro em 2018 não foi reconhecido por Washington nem por boa parte da comunidade internacional.

Meeks, no entanto, não disse que Biden deveria reverter o reconhecimento de Trump ao líder opositor venezuelano Juan Guaidó como presidente interino. Admitiu que há irregularidades eleitorais do regime de Maduro e disse que qualquer solução para a crise deve se concentrar em reparar as instituições, inclusive com a incorporação de membros da oposição no órgão que rege as eleições.

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